Oi, layout novo no Blog... Gostaram? Espero que sim, porque rola uma preguiça enorme de mudar de novo (isso porque demorou 2 segundos para mudar...).
Bem eu não acabei a tradução do texto do Heylighen:
http://pespmc1.vub.ac.be/papers/GiftedProblems.pdf
E como hoje é sexta, e eu estou de molho ainda por causa do Freddy, a criatividade não está falando muito alto aqui, então tradução it is...
Continuando:
" Terman e Owen (1959) descobriram que quatro características que distinguem os superdotados do grupo de controle de crianças normais ou medianas, mais claramente eram:
* Inteligência geral
* Desejo de conhecimento
* Originalidade
* Bom senso (N.d.T.: Discordo, superdotados podem ser as pessoas mais sem-noção, em diversas situações)
Torrance (1965) argumentou que os superdotados são pensadores independentes. Dunn e Price (1980) forneceram evidências que demonstram que aqueles com habilidades medianas tem uma maior necessidade de estrutura externa do que aqueles que são superdotados. Uma diferença importante, então, entre pessoas normais e suas contrapartes superdotadas é a necessidade de uma estrutura externa imposta. Pessoas com altas habilidades são mais propensas a dar sentido às suas experiências intelectuais do que uma pessoa normal.
Outra diferença importante é o desejo de conhecer idéias complexas. Pessoas medianas possuem menos vontade de entender idéias por elas mesmas. Eles substituem a participação em situações sociais pela dominação de idéias ou a preferência por pensar e gerar idéias discutido como característica dos superdotados mentalmente (Powell, 1982) (N.d.T.: Essa frase ficou meio sem sentido, mas a original é meio sem sentido, então faz sentido a tradução estar sem sentido, compreendido?).
Possuir o desejo de conhecimento significa que indivíduos superdotados possuem uma necessidade de buscar os padrões inerentes, a lógica, ou significado em um conjunto de informações, enquanto a pessoa normal prefere que o padrão, a lógica, ou o significado já sejam gerados e explicados sem que eles precisem fazer isso.
Os altamente superdotados, por outro lado, possuem uma grande capacidade de criar estrutura e de organizar dados, e uma grande necessidade de 'saber'. Neste extremo, tais pessoas podem criar disciplinas completas (De Candolle) e/ou sistemas para compreender o universo (Newton e Einstein).
Outro problema para os altamente superdotados é que eles crescem com, e são muitas socializados por, pessoas próximas que não os compreendem o suficiente para guiar suas idéias e ações com um feedback válido. Isto era fato para Leopold e Loeb, a quem foi dado a liberdade de ir e vir como quisessem desde muito cedo. Os pais podem, também, muitas vezes, hesitar entre se sentirem orgulhosos e ter medo dos feitos da criança altamente superdotada. Orgulho parental nas conquistas pode rapidamente se tornar medo de um estigma social, que pode levar os pais a dar feedback inconsistente à criança superdotada. Portanto, crianças altamente superdotadas nunca têm certeza se é bom ou ruim ser muito inteligente. Então, seu conceito do valor de ser altamente superdotada se desenvolve de forma lenta e ambivalente.
Amigos, especialmente crianças, ficam muitas vezes confusas em relação à pessoa altamente superdotada, porque é difícil para eles se identificarem com as habilides cognitivas superiores desta. Eles podem subestimar o grau de superioridade dos altamente superdotados ao invalidar o feedback. Se este feedback for internalizado, uma auto-concepção pode ser construída baseando-se na diminuição do seu próprio valor.
Clark (1979) relatou a respeito de uma jovem estudante que havia passado 18 anos acreditando que ela não era inteligente porque ela perguntava mais questões do que os outros em sua classe. Mais tarde, na universidade, na classe de Clark, quando as características dos superdotados estavam sendo discutidas, a jovem ficou tão comovida que ela decidiu dizer que ela se identificava com os superdotados, embora ela não fosse superdotadas. Ela ficou tão emocionada que naquela noite ela ligou para seus pais. Durante a conversa com eles, a jovem estudante descobriu que ela possui um Q.I. de 165. Os funcionários da escola haviam aconselhado seus pais a não conversar com ela sobre seu Q.I. extraordinário. Isto resultou em um nível baixo de auto-estima acadêmica e a auto-concepção ridícula de ser burra!
(N.d.T: Toda vez que eu ouço uma história deste tipo fico ridiculamente nervosa. Essa noção de que, 'não se deve contar a uma criança superdotada que ela é superdotada, senão ela pode se sentir diferente é uma babaquice sem fim! É patética a idéia de que a criança já não se sente diferente. É óbvio que sabendo ou não porque ela é diferente , ela já se sente diferente, e não conversar sobre isto dá margem para que esta criança ache que o problema está com ela, e não com o professor que não sabe lidar com ela, ou com os colegas que não a entendem, etc. Isto muitas vezes acontece devido a um complexo de inferioridade por parte dos pais ou professores, e acaba prejudicando a criança.)
Como uma criança de 12 anos altamente superdotada descreveu: "Um amigo de verdade é um lugar no qual você vai quando você precisa tirar as máscaras. Você pode dizer o que quiser ao seu amigo, pois ele vai realmente ouvir, e mesmo que ele não goste do que você tem a dizer, ele ainda vai gostar de você. Você pode retirar a camuflagem com um amigo de verdade e ainda sim se sentir seguro".
Sobre a superdotação, uma entrevista com Mary Rocamora
Superdotação, atualmente, dentre as comunidades de pesquisa, está sendo compreendida mais como uma experiência ou processo interno do que produtos externos como sinfonias, filmes, companhias de dança e coisas deste tipo.
E a comunidade científica está, agora, muito mais interessada em estudar a natureza deste processo interno, e em expandir o escopo para ir além de somente alta inteligência, que nós sabemos ser um componente da superdotação, para incluir outras qualidades como sensibilidade, perfeccionismo; uma qualidade conhecida como 'enteléquia', que é associada com ser visionário, ter visão pessoal, e ser apto a realizar esta visão a partir do interior - ao invés de necessitar de outras pessoas externamente para realizá-la. Qualidades como introversão também são comuns entre pessoas superdotadas, e uma outra qualidade chamada de 'fator autônomo' - que significa quee se você é superdotado, você não está interessado no fato de outras pessoas verem ou não o valor daquilo que você está fazendo, e você não relaciona tanto seu trabalho com a opinião das outras pessoas, e sim com como esta visão lhe parece, qual a importância dela para você. Também encontramos o idealismo em muitos jovens superdotados, onde existe de disparidade entre o que somos e o que poderíamos ser, e esta disparidade se torna o combustível para uma auto-transformação visando a perfeição. [...]
As pessoas podem se sentir assustadas ou intimidadas pelas pessoas superdotadas devido aos nossos esteriótipos societais de que os superdotados estão, de alguma forma, acima dos outros, e este não é o caso. Uma pessoa superdotada não é, necessariamente, um ser humano moralmente superior.
As pessoas também podem temer que os outros vão pensar que elas são 'metidas' se elas pensarem nelas mesmas como superdotadas - e aí está o estereótipo. E esta é uma das reais lutas de aceitar sua própria superdotação, nós temos estas idéias embutidas na nossa cultura de que as pessoas superdotadas são arrogantes, pessoas superdotadas são esnobes, que elas pensam que são melhores que os outros. E, tipicamente, este não é o caso; é mais provável que elas se sintam inadequadas em relação aos outros, devidos aos seus padrões altos. [...]
Eu nunca vi superdotação 'expirar o prazo de validade'. Eu já vi piorar - em casos que a sensibilidade aumenta, o perfeccionismo se torna mais intenso, o fator 'excitabilidade' - essa energia toda entrará em erupção.
Todas estas coisas se referem àquelas pessoas que estão cientes de si mesmas; para as pessoas que não possuem esta consciência, não faz diferença. E isto muitas vezes acontece a meninas superdotadas: devido ao condicionamento cultural é sabido que meninas superdotadas perdem por ano um ponto de Q.I. crescendo no sistema escolar. Elas não conseguem o 'espelhamento' e não conseguem o mentoramento - elas são 'só meninas'."
Bem, o texto não acabou, depois eu continuo...
Blog para adultos com Altas Habilidades/Superdotação. Aqueles que foram identificados quando crianças/jovens, e os que foram identificados já adultos. Para ambos a experiência causa conflitos emocionais,dúvidas, também alívio de saber o porquê do sentimento de diferença e incompreensão dos outros.Claro, a experiência e as características são únicas, mas a intenção deste espaço é de ser um ambiente seguro de troca, obter novas informações, compreender porque nos sentimos tão diferentes.
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Resposta ao comentário do Daniel
Ah... 3 e meia da madrugada e minha mãe me xingando para ir dormir... De volta aos velhos tempos... Sim, porque com as tais crises de dor de cabeça eu estava dormindo em horários de pessoas 'normais', indo para a cama as 23:00 e pulando da cama com dor às 6:30. O fato de eu ainda estar acordada e sem dor é um bom sinal...
Mas então, li o comentário do Daniel Habib e achei super legal. Tipo, alma gêmea hehehe... Tem dor de cabeça (o que não é legal, a propósito), é superdotado, fez umas 30 faculdades diferentes (ou pelo menos começou) e fez até o Caminho de Santiago!
Como ele disse e outras pessoas também já comentaram aqui no Blog (Cláudia um dia eu juro que apareço de novo no MSN!), é legal saber que você não está sozinha. Que existem outras pessoas que tem as mesmas características e problemas que você tem.
Daniel, professor fala que gosta de discussão (a maioria, nem todos, ok?) por que alguém deve ter colocado isso em algum manual que eles lêem. Aluno bom é aluno calado que regurgita tudo que está no livro. Deus nos livre que alguém queira discutir que 'Contrato Social' é o nome mais imbecil para um teoria na qual uma das partes cai de paraquedas no tal contrato. Ou que não adianta colocar consciência política como pré-requisito para democracia em uma teoria política sem que exista educação suficiente para que tal consciência exista. Só exemplos do nível da graduação... Um exemplo é meu, outro é de outra pessoa do meu curso, a discussão começa e os professores saem pela tangente.
Existem ótimos professores, mas normalmente eles querem dar aula na Pós, porque acreditam que alunos de graduação são pessoas ignorantes desinteressadas (muitas vezes corretamente, mas enfim...), os poucos bons que estão na graduação devem ser valorizados, mas as próprias faculdades não os valorizam,e isso faz com que os poucos alunos que tinham algum interesse o percam.
E muito bacana esse nagócio de você ter começado 4 faculdades até conseguir terminar uma. Assim, não deve ter sido legal para você obviamente, mas falo que foi bacana porque me dá mais esperança sobre esse história de escolher o que fazer para o resto da vida e tudo (vide post abaixo). E acho que a vida seria mais bonita se além de poder escolher o curso que você quer fazer, você pudesse escolher quais matérias e quais professores (a gente ainda pode sonhar, né?).
Mas enfim, gostei muito do seu comentário, continue comentando e dando feedback aqui! E Buen camiño! Hehehe...
Mas então, li o comentário do Daniel Habib e achei super legal. Tipo, alma gêmea hehehe... Tem dor de cabeça (o que não é legal, a propósito), é superdotado, fez umas 30 faculdades diferentes (ou pelo menos começou) e fez até o Caminho de Santiago!
Como ele disse e outras pessoas também já comentaram aqui no Blog (Cláudia um dia eu juro que apareço de novo no MSN!), é legal saber que você não está sozinha. Que existem outras pessoas que tem as mesmas características e problemas que você tem.
Daniel, professor fala que gosta de discussão (a maioria, nem todos, ok?) por que alguém deve ter colocado isso em algum manual que eles lêem. Aluno bom é aluno calado que regurgita tudo que está no livro. Deus nos livre que alguém queira discutir que 'Contrato Social' é o nome mais imbecil para um teoria na qual uma das partes cai de paraquedas no tal contrato. Ou que não adianta colocar consciência política como pré-requisito para democracia em uma teoria política sem que exista educação suficiente para que tal consciência exista. Só exemplos do nível da graduação... Um exemplo é meu, outro é de outra pessoa do meu curso, a discussão começa e os professores saem pela tangente.
Existem ótimos professores, mas normalmente eles querem dar aula na Pós, porque acreditam que alunos de graduação são pessoas ignorantes desinteressadas (muitas vezes corretamente, mas enfim...), os poucos bons que estão na graduação devem ser valorizados, mas as próprias faculdades não os valorizam,e isso faz com que os poucos alunos que tinham algum interesse o percam.
E muito bacana esse nagócio de você ter começado 4 faculdades até conseguir terminar uma. Assim, não deve ter sido legal para você obviamente, mas falo que foi bacana porque me dá mais esperança sobre esse história de escolher o que fazer para o resto da vida e tudo (vide post abaixo). E acho que a vida seria mais bonita se além de poder escolher o curso que você quer fazer, você pudesse escolher quais matérias e quais professores (a gente ainda pode sonhar, né?).
Mas enfim, gostei muito do seu comentário, continue comentando e dando feedback aqui! E Buen camiño! Hehehe...
Liberdade...
Gente, que lindo, mais pessoas lendo o blog... Sério, quando começei isso falei que queria que fosse um fórum e que mais pessoas pudessem compartilhar suas idéias sobre o tema, mas numa boa, achei que ia ser um blog meio obscuro que TALVEZ minha meus pais e um ou dois amigos fossem ler. Doido de mais que tem mais gente lendo (e até gostando)... Ok, momento deslumbrada: over. Mais uma vez desculpem-me pela sumida, tem coisa demais acontecendo... E é sobre isso que queria escrever hoje.
Fiz um intercâmbio ano passado que me mudou profundamente, eu voltei sem saber quem era direito, não sabia se queria continuar na faculdade, terminei com meu namorado, começei a ficar mais em casa... Mil coisas... Esse semestre estou deixando TUDO acumular, devo ter feito duas provas na faculdade e só, e agora com essa porcaria de dor de cabeça o acúmulo cresceu exponencialmente.
Meus pais que são anjos e sempre me apoiaram (vide post mais abaixo...) não são cegos nem nada e perceberam que eu estava num espiral para baixo e as coisas estavam meio fora de controle, me falaram que se eu quisesse largar o curso, tudo bem. E que se eu quisesse viajar (na medida financeira possível, porque, né, a árvore de dinheiro aqui de casa não vingou) eu podia... E isso me assusta e muito, eles basicamente me deram a liberdade de fazer o que eu quiser...
Eu já mencionei aqui um texto do James Webb sobre depressão existencial (google it) no qual ele fala sobre a desintegração e reintegração positiva e negativa (google it também) e como uma das três causas da depressão existencial, especialmente em pessoas superdotadas, é a liberdade existente de podermos moldarmos nossas vidas pois somos nós que criamos nossas estruturas (um dia eu animo de traduzir esse texto do Webb, é que são quase 40 páginas, preguiça...). Enfim, assim quando meu pais me falaram que eu podia fazer o que quisesse eu meio que desesperei.
Como eu já disse antes meu maior problema ao escolher um curso de graduação não foi que eu não sabia o que queria fazer, e sim que eu não sabia o que eu NÃO queria fazer. Eu queria fazer medicina de urgência para trabalhar com os Médicos Sem Fronteiras (se vocês acharam isso bizarro é porque eu ainda não falei da idéia do kibbutz para esse ano...); eu queria fazer cinema, ser diretora e ir dizer pro Tarantino que ele é o amor da minha vida; eu, desde os 5 anos, falava pra minha mãe que ia ser astrônoma porque esse povo burro da Nasa não sacou até hoje que a chave para a viagem no tempo está nos buracos negros; eu queria mexer com matemática financeira e ia ficar gritando igual louca: "Compra! Compra tudo" na Bolsa de Valores (de Nova York, e não na de São Paulo, que fique bem claro!); eu queria fazer história, porque era a única matéria que conseguia prender minha atenção, e ia me especializar na 2a Guerra Mundial; eu queria trabalhar com política, porque acho que nosso país está num caminho que tem volta sim e eu queria fazer parte dessa volta; eu queria fazer tudo e mais um pouco.
Acabei optando por Relações Internacionais, porque, claro eu queria viajar o mundo inteiro, e a paixão por política falou mais alto. E claro que só fui descobrir o que eu realmente (acho) que quero fazer depois que tinha iniciado o curso. Eu amo cozinhar. Só que pensando na praticidade da coisa, cozinheiro ganha muito mal no Brasil em geral, em BH nem se fala, eu não tenho dinheiro para abrir um restaurante, e também não tenho coragem de pedir pros meus pais mais de mil reais por mês para pagar uma faculdade de gastronomia sem saber se vai dar certo, ou mesmo se daqui um ano eu não vou me apaixonar perdidamente por, sei lá, design gráfico, e querer largar o curso. Então, bora deixar gastronomia sob o tag de hobbie...
Voltando para a situação atual, essa proposta dos meus pais me deixou desesperada porque sou EU que vou desenhar meu futuro agora... Eu sei que deve ter muita gente falando: "Oh, queria ter seu tipo de problema, poder viajar pra onde quiser, fazer o que quiser, e ainda está reclamando". Para estas pessoas, tem um botão na parte superior direita (de quem olha) no seu navegador com um X no meio, clique e seja feliz. Para quem ainda está aqui, o problema é mais uma coisa existencial, como escolher o que eu quero fazer e quem eu quero ser, se eu não tenho a mínima idéia de onde começar.
Muitas coisas que li sobre pessoas superdotadas falam sobre o 'pensar sobre pensar' que é basicamente se perder nos seu pensamentos em relação ao que significa estar viva, estar aqui, por que eu sou eu, por que o mundo é do jeito que é, eu posso mudar alguma coisa? Eu quero mudar alguma coisa? Então a partir do momento que se processa a liberdade que possuímos de moldar nosso 'eu' e as vezes nosso ambiente, e se pensarmos que vamos morrer daqui a pouco, e que (obviamente depende da sua crença) que só vivemos uma vez, e que se eu errar, não vou ter outra chance, não existe reset da existência humana, com uma decisão eu posso arruinar minha vida. E a questão não é a covardia, não é não fazer nada por medo de errar, é o congelamento que este pensamento provoca. Eu estou paralizada no último mês, sem saber o que penso e pra onde vou. Não estou suicida nem nada, minha vida rotineira vai bem, na medida do possível, obrigada. Mas a tal decisão pendente do 'que eu vou fazer pro resto da minha vida' pesa a cada segundo.
E eu sei que muita gente me fala que é para parar de ser tão dramática e fazer qualquer coisa pelo menos para não ficar parada, e se não der certo é só recomeçar. Obviamente esta é coisa racional a se fazer. Mas vai contrabalancear racional X instinto para ver quem ganha (Tio Nietzsche disse que é o instinto, e Nietzsche é Deus, então pronto).
O objetivo deste post era falar sobre como a superdotação incorre em vários talentos e vários interesses que as vezes deixam as pessoas perdidas e sem saber como a liberdade que possuímos na maioria das escolhas muitas vezes sufoca. Eu sei que falei de um ponto de vista extremamente pessoal, mas como ponto de vista objetivo não existe, então tá aí...
Fiz um intercâmbio ano passado que me mudou profundamente, eu voltei sem saber quem era direito, não sabia se queria continuar na faculdade, terminei com meu namorado, começei a ficar mais em casa... Mil coisas... Esse semestre estou deixando TUDO acumular, devo ter feito duas provas na faculdade e só, e agora com essa porcaria de dor de cabeça o acúmulo cresceu exponencialmente.
Meus pais que são anjos e sempre me apoiaram (vide post mais abaixo...) não são cegos nem nada e perceberam que eu estava num espiral para baixo e as coisas estavam meio fora de controle, me falaram que se eu quisesse largar o curso, tudo bem. E que se eu quisesse viajar (na medida financeira possível, porque, né, a árvore de dinheiro aqui de casa não vingou) eu podia... E isso me assusta e muito, eles basicamente me deram a liberdade de fazer o que eu quiser...
Eu já mencionei aqui um texto do James Webb sobre depressão existencial (google it) no qual ele fala sobre a desintegração e reintegração positiva e negativa (google it também) e como uma das três causas da depressão existencial, especialmente em pessoas superdotadas, é a liberdade existente de podermos moldarmos nossas vidas pois somos nós que criamos nossas estruturas (um dia eu animo de traduzir esse texto do Webb, é que são quase 40 páginas, preguiça...). Enfim, assim quando meu pais me falaram que eu podia fazer o que quisesse eu meio que desesperei.
Como eu já disse antes meu maior problema ao escolher um curso de graduação não foi que eu não sabia o que queria fazer, e sim que eu não sabia o que eu NÃO queria fazer. Eu queria fazer medicina de urgência para trabalhar com os Médicos Sem Fronteiras (se vocês acharam isso bizarro é porque eu ainda não falei da idéia do kibbutz para esse ano...); eu queria fazer cinema, ser diretora e ir dizer pro Tarantino que ele é o amor da minha vida; eu, desde os 5 anos, falava pra minha mãe que ia ser astrônoma porque esse povo burro da Nasa não sacou até hoje que a chave para a viagem no tempo está nos buracos negros; eu queria mexer com matemática financeira e ia ficar gritando igual louca: "Compra! Compra tudo" na Bolsa de Valores (de Nova York, e não na de São Paulo, que fique bem claro!); eu queria fazer história, porque era a única matéria que conseguia prender minha atenção, e ia me especializar na 2a Guerra Mundial; eu queria trabalhar com política, porque acho que nosso país está num caminho que tem volta sim e eu queria fazer parte dessa volta; eu queria fazer tudo e mais um pouco.
Acabei optando por Relações Internacionais, porque, claro eu queria viajar o mundo inteiro, e a paixão por política falou mais alto. E claro que só fui descobrir o que eu realmente (acho) que quero fazer depois que tinha iniciado o curso. Eu amo cozinhar. Só que pensando na praticidade da coisa, cozinheiro ganha muito mal no Brasil em geral, em BH nem se fala, eu não tenho dinheiro para abrir um restaurante, e também não tenho coragem de pedir pros meus pais mais de mil reais por mês para pagar uma faculdade de gastronomia sem saber se vai dar certo, ou mesmo se daqui um ano eu não vou me apaixonar perdidamente por, sei lá, design gráfico, e querer largar o curso. Então, bora deixar gastronomia sob o tag de hobbie...
Voltando para a situação atual, essa proposta dos meus pais me deixou desesperada porque sou EU que vou desenhar meu futuro agora... Eu sei que deve ter muita gente falando: "Oh, queria ter seu tipo de problema, poder viajar pra onde quiser, fazer o que quiser, e ainda está reclamando". Para estas pessoas, tem um botão na parte superior direita (de quem olha) no seu navegador com um X no meio, clique e seja feliz. Para quem ainda está aqui, o problema é mais uma coisa existencial, como escolher o que eu quero fazer e quem eu quero ser, se eu não tenho a mínima idéia de onde começar.
Muitas coisas que li sobre pessoas superdotadas falam sobre o 'pensar sobre pensar' que é basicamente se perder nos seu pensamentos em relação ao que significa estar viva, estar aqui, por que eu sou eu, por que o mundo é do jeito que é, eu posso mudar alguma coisa? Eu quero mudar alguma coisa? Então a partir do momento que se processa a liberdade que possuímos de moldar nosso 'eu' e as vezes nosso ambiente, e se pensarmos que vamos morrer daqui a pouco, e que (obviamente depende da sua crença) que só vivemos uma vez, e que se eu errar, não vou ter outra chance, não existe reset da existência humana, com uma decisão eu posso arruinar minha vida. E a questão não é a covardia, não é não fazer nada por medo de errar, é o congelamento que este pensamento provoca. Eu estou paralizada no último mês, sem saber o que penso e pra onde vou. Não estou suicida nem nada, minha vida rotineira vai bem, na medida do possível, obrigada. Mas a tal decisão pendente do 'que eu vou fazer pro resto da minha vida' pesa a cada segundo.
E eu sei que muita gente me fala que é para parar de ser tão dramática e fazer qualquer coisa pelo menos para não ficar parada, e se não der certo é só recomeçar. Obviamente esta é coisa racional a se fazer. Mas vai contrabalancear racional X instinto para ver quem ganha (Tio Nietzsche disse que é o instinto, e Nietzsche é Deus, então pronto).
O objetivo deste post era falar sobre como a superdotação incorre em vários talentos e vários interesses que as vezes deixam as pessoas perdidas e sem saber como a liberdade que possuímos na maioria das escolhas muitas vezes sufoca. Eu sei que falei de um ponto de vista extremamente pessoal, mas como ponto de vista objetivo não existe, então tá aí...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Contribuição
Ei Bárbara, agradeço seu comentário e o fato de você estar acompanhando o Blog, espero que esteja gostando.
A Bárbara deixou o link de uma pesquisa que ela fez sobre a superdotação na fase adulta, eu ainda não li, mas com certeza vou ler.
http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2933
É algum tipo de coincidência bizarra ou as pessoas do Rio Grande do Sul são as que parecem ter o maior nível de interesse e conhecimento quanto a superdotação. A dissertação da Bárbara é do RS, e a Tese de doutorado que eu havia citado em outro post da Dra. Susana Pérez também é do RS. E muitas associações e escolas para superdotados estão mais presentes no Rio Grande do Sul. (E nos estados da região Sul em geral) Mistério interessante.
Então, está um pouco difícil de escrever no Blog porque minhas crises de Cefaléia em Salvas voltaram. Para quem não conhece (e provavelmente ninguém conhece porque é uma doença bem obscura, lucky me), a Cefaléia em Salvas (CS) é uma 'dor de cabeça', mas não tem nada a ver com a dor de cabeça comum, nem com a enxaqueca. Sim, porque toda vez que eu falo que tive crise de dor de cabeça as pessoas viram e falam 'Ah, eu também tenho enxaqueca'. CS não é enxaqueca, a dor é na cabeça, mas as similaridaades param por aí. Quem tem enxaqueca tem fotofobia, não aguenta sons, e tem que ficar quieto. Com a CS eu fico enlouquecida, quando a crise vem parece que tem alguém enfiando uma faca repetidamente do lado direito da minha face, alguém tentando tirar meu olho com um espeto quente, eu fico andando para lá e para cá, na maioria das vezes gritando e batendo com a cabeça na parede. É super agradável...
Eu não tinha essa merda desde 2006, e agora ela resolveu fazer um retorno triunfal. Eu assisti o novo A Hora do Pesadelo (o do Freddy Kruger, sabe? I have a thing for Wes Cravens), e decidi apelidar minha dor de Freddy. Porque quando eu durmo a dor me acorda de uma vez. Então o negócio é que eu tenho medo de dormir, senão Freddy vai vir esfaquear minha cabeça. É complicado tentar explicar essa dor para outras pessoas, porque a maioria acha que é só tomar um comprimido e deitar que tudo vai se resolver. Não vai. Durante as crises eu tenho que tomar uma injeção de sumatriptano, colocar uma máscara de oxigênio, e quando estou no hospital, até morfina entra no jogo. Um médico especialista no Freddy falou que a comparação da dor e a de a amputação de um membro sem anestésico. Como eu disse, super agradável.
Mas cheeega de tragédia... Vou fazer o post terminando o texto do Heylighen agora, bjs
A Bárbara deixou o link de uma pesquisa que ela fez sobre a superdotação na fase adulta, eu ainda não li, mas com certeza vou ler.
http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2933
É algum tipo de coincidência bizarra ou as pessoas do Rio Grande do Sul são as que parecem ter o maior nível de interesse e conhecimento quanto a superdotação. A dissertação da Bárbara é do RS, e a Tese de doutorado que eu havia citado em outro post da Dra. Susana Pérez também é do RS. E muitas associações e escolas para superdotados estão mais presentes no Rio Grande do Sul. (E nos estados da região Sul em geral) Mistério interessante.
Então, está um pouco difícil de escrever no Blog porque minhas crises de Cefaléia em Salvas voltaram. Para quem não conhece (e provavelmente ninguém conhece porque é uma doença bem obscura, lucky me), a Cefaléia em Salvas (CS) é uma 'dor de cabeça', mas não tem nada a ver com a dor de cabeça comum, nem com a enxaqueca. Sim, porque toda vez que eu falo que tive crise de dor de cabeça as pessoas viram e falam 'Ah, eu também tenho enxaqueca'. CS não é enxaqueca, a dor é na cabeça, mas as similaridaades param por aí. Quem tem enxaqueca tem fotofobia, não aguenta sons, e tem que ficar quieto. Com a CS eu fico enlouquecida, quando a crise vem parece que tem alguém enfiando uma faca repetidamente do lado direito da minha face, alguém tentando tirar meu olho com um espeto quente, eu fico andando para lá e para cá, na maioria das vezes gritando e batendo com a cabeça na parede. É super agradável...
Eu não tinha essa merda desde 2006, e agora ela resolveu fazer um retorno triunfal. Eu assisti o novo A Hora do Pesadelo (o do Freddy Kruger, sabe? I have a thing for Wes Cravens), e decidi apelidar minha dor de Freddy. Porque quando eu durmo a dor me acorda de uma vez. Então o negócio é que eu tenho medo de dormir, senão Freddy vai vir esfaquear minha cabeça. É complicado tentar explicar essa dor para outras pessoas, porque a maioria acha que é só tomar um comprimido e deitar que tudo vai se resolver. Não vai. Durante as crises eu tenho que tomar uma injeção de sumatriptano, colocar uma máscara de oxigênio, e quando estou no hospital, até morfina entra no jogo. Um médico especialista no Freddy falou que a comparação da dor e a de a amputação de um membro sem anestésico. Como eu disse, super agradável.
Mas cheeega de tragédia... Vou fazer o post terminando o texto do Heylighen agora, bjs
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Problemas da Superdotação - Parte 3
Continuando com o texto de Francis Heylighen, disponível em:
http://pespmc1.vub.ac.be/papers/GiftedProblems.pdf
Heylighen menciona as características de superdotação que podem gerar problemas na sala de aula (e, por minha conta, extrapolando, no ambiente de trabalho também, não que eu saiba na prática. A propósito, se alguém quiser contratar uma estagiária, juro que me comporto):
"Fica entediado com tarefas rotineiras;
Resiste à mudança de atividades ou temas interessantes;
É crítico de si mesmo e outros, impaciente com fracasso, perfeccionista;
É vocal quando discorda de outros, discute com professores;
Faz piadas ou trocadilhos que adultos não consideram apropriados;
É tão sensível emocionalmente e empático que adultos consideram uma reação desproporcional, pode ficar nervoso ou chorar quando as coisas dão errado ou não são justas;
Ignora detalhes, pode entregar trabalho 'bagunçado';
Rejeita autoridade, não se conforma, teimoso;
Domina ou se retrai em situações que requerem cooperação para uma tarefa;
É altamente sensível quantos a estímulos do ambiente, como luzes e barulho.
Estas reações de alunos superdotados ao ambiente regular de educação são normais somente dentro do contexto do entendimento do superdotado. Sem tal entendimento, estas podem ser utilizadas para rotular o aluno como possuidor de DDA/DHDA (Distúrbio de Déficit de Atenção; Distúrbio de Hiperatividade/Déficit de Atenção) ou distúrbios emocionais severos."
A Natureza Psicosocial e Intelectual da Superdotação Extrema
(Phillip M. Powel e Tony Haden, Roeper Review, Vol. 6, No. 3, Pag. 131-133. Fevereiro, 1984)
Os altamente superdotados são raros na população. Usando scores de Q.I. como um index superficial para analisar esta raridade, aqueles com Q.I. superior à 150 ocorrem 5-7 vezes em 10.000 pessoas. A literatura sobre este tipo de superdotação também é rara. Entretanto, tentativas de entender os altamente superdotados são valiosas porque podem nos ajudar a ajudá-los a alcançar seu potencial. Já foi relatado que quanto maior o nível de superdotação, maiores as chances de dificuldades de ajustamento psicológico e social.
CONTINUA...
http://pespmc1.vub.ac.be/papers/GiftedProblems.pdf
Heylighen menciona as características de superdotação que podem gerar problemas na sala de aula (e, por minha conta, extrapolando, no ambiente de trabalho também, não que eu saiba na prática. A propósito, se alguém quiser contratar uma estagiária, juro que me comporto):
"Fica entediado com tarefas rotineiras;
Resiste à mudança de atividades ou temas interessantes;
É crítico de si mesmo e outros, impaciente com fracasso, perfeccionista;
É vocal quando discorda de outros, discute com professores;
Faz piadas ou trocadilhos que adultos não consideram apropriados;
É tão sensível emocionalmente e empático que adultos consideram uma reação desproporcional, pode ficar nervoso ou chorar quando as coisas dão errado ou não são justas;
Ignora detalhes, pode entregar trabalho 'bagunçado';
Rejeita autoridade, não se conforma, teimoso;
Domina ou se retrai em situações que requerem cooperação para uma tarefa;
É altamente sensível quantos a estímulos do ambiente, como luzes e barulho.
Estas reações de alunos superdotados ao ambiente regular de educação são normais somente dentro do contexto do entendimento do superdotado. Sem tal entendimento, estas podem ser utilizadas para rotular o aluno como possuidor de DDA/DHDA (Distúrbio de Déficit de Atenção; Distúrbio de Hiperatividade/Déficit de Atenção) ou distúrbios emocionais severos."
A Natureza Psicosocial e Intelectual da Superdotação Extrema
(Phillip M. Powel e Tony Haden, Roeper Review, Vol. 6, No. 3, Pag. 131-133. Fevereiro, 1984)
Os altamente superdotados são raros na população. Usando scores de Q.I. como um index superficial para analisar esta raridade, aqueles com Q.I. superior à 150 ocorrem 5-7 vezes em 10.000 pessoas. A literatura sobre este tipo de superdotação também é rara. Entretanto, tentativas de entender os altamente superdotados são valiosas porque podem nos ajudar a ajudá-los a alcançar seu potencial. Já foi relatado que quanto maior o nível de superdotação, maiores as chances de dificuldades de ajustamento psicológico e social.
CONTINUA...
sábado, 17 de abril de 2010
Problemas da superdotação - Parte 2
Seguindo com o artigo de Francis Heylighen:
http://pespmc1.vub.ac.be/papers/GiftedProblems.pdf
Asteriscos para características de altas habilidades, e # para características da teoria de Maslow.
MOTIVAÇÃO/VALORES
********** Perfeccionista, possui padrões altos para si mesmo e para outros.
# ********* Muito curioso, desejo de saber.
# ******** Muito independente, autônomo, menos motivado por recompensas e elogios.
# ******* Procura verdades absolutas, busca por padrões, significado na vida.
******* Gosta de desafios, propenso a tomada de riscos.
# ****** Indignação frente a injustiças ou brechas morais, bom senso de justiça.
# **** Variedade de interesses, sobrecarregado com tantos interesses e habilidades.
# **** Fortes convicções morais, integridade, honestidade.
# **** Alto nível de motivação.
# ** Visionário, realiza visões, senso de destino ou missão.
** Adora idéias e discussões apaixonadas.
# Sinceridade.
# Aceitação de si mesmo e de outros.
ATIVIDADE
******* Alto nível de energia.
# ****** Grau de atenção alto, sustenta concentração em tópicos de interesse, persistente.
**** Não consegue parar de pensar, trabalha até a exaustão.
# *** Necessita de períodos de contemplação, solidão.
# Espontaneidade.
RELAÇÕES SOCIAIS
# ********* Questiona regras ou autoridade, pergunta questões embaraçosas, não-conformista.
# ******* Se sente diferente, fora de compasso com outros, senso de alienação e solidão.
# ***** Compaixão.
# **** Empatia, sente junto com outros, os ajuda a entender eles mesmos.
CONTINUANDO (E ESCUTANDO ELVIS)
Heylighen selecionou algumas citações relacionadas às características dos superdotados, vou colocar somente algumas, senão vai ficar repetitivo.
Características de Gênios Criativos
"Minha preferência pelo complexo as vezes me leva a ignorar a resposta simples;
Eu gosto de refinar e aprimorar a inovação de outros (N.d.T.: Concordo com essa citação, por mais que eu reclame, na faculdade, prefiro pegar o trabalho que outros do grupo fizeram e revisar e/ou acrescentar coisas, do que começar o trabalho);
Meu sistema nervoso é facilmente excitado, eu consigo discernir as pequenas mudanças em meu ambiente (aromas, mudanças na luz, etc.) ou detectar irritantes (etiqueta de roupa incômoda, etc.);
Eu fico extremamente perturbado com desigualdade, exploração, corrupção, e sofrimento humano;
Sempre me interesso por reforma social;
Eu tenho uma forte necessidade de 'fazer a diferença';
Eu posso e ignoro minhas próprias necessidades para o bem de outros."
Aqui Heylighen coloca as características com percentagem:
"99.4% Aprendem rapidamente
99.4% Têm vocabulário extenso
99.3% Têm memória excelente (*)
99.3% Têm bom raciocínio
97.9% São curiosos
96.1% As vezes são maduros para sua idade
95.9% Têm excelente senso de humor
93.8% Têm ótimo senso de observação
93.5% Têm compaixão por outros (N.d.T.: Os outros 6.5% são psicopatas?)
93.4% Têm uma imaginação vívida
93.4% Têm um alto 'span' de atenção
92.9% Têm habilidade com números
90.3% São preocupados com justiça
89.4% Têm facilidade com quebra-cabeças e legos
88.4% Têm alto nível de energia
88.3% São perfeccionistas
85.9% São perseverantes em suas áreas de interesse
84.1% Questionam autoridade
80.3% São leitores ávidos
(*)N.d.T.: Esse negócio de memória é super útil, eu particularmente acho que tenho uma ótima memória (modéstia, pela janela), minha mãe sempre me pergunta por que eu estudo para as provas ´na última hora' (muitas vezes literalmente), a resposta é porque assim eu lembro de tudo. Sério, praticamente tudo, na ordem em que está escrito no texto, as vezes fico com medo do professor achar que é cola. Isso é útil porque como os professores (a maioria) não estão nem aí se você compreendeu o que eles ensinaram, se você consegue formar um raciocínio lógico a partir do conteúdo dado, e sim se você consegue lembrar e colocar em um pedaço de papel, é isso basicamente que eu faço, porque, né, Deus nos livre de idéias originais no sistema de ensino superior.
Heylighen coloca a classificação das altas habilidades relativas aos pontos de Q.I.
115 e acima - Brilhante
130 e acima - Superdotado
145 e acima - Altamente superdotado
160 e acima - Excepcionalmente superdotado
175 e acima - Profundamente superdotado
http://pespmc1.vub.ac.be/papers/GiftedProblems.pdf
Asteriscos para características de altas habilidades, e # para características da teoria de Maslow.
MOTIVAÇÃO/VALORES
********** Perfeccionista, possui padrões altos para si mesmo e para outros.
# ********* Muito curioso, desejo de saber.
# ******** Muito independente, autônomo, menos motivado por recompensas e elogios.
# ******* Procura verdades absolutas, busca por padrões, significado na vida.
******* Gosta de desafios, propenso a tomada de riscos.
# ****** Indignação frente a injustiças ou brechas morais, bom senso de justiça.
# **** Variedade de interesses, sobrecarregado com tantos interesses e habilidades.
# **** Fortes convicções morais, integridade, honestidade.
# **** Alto nível de motivação.
# ** Visionário, realiza visões, senso de destino ou missão.
** Adora idéias e discussões apaixonadas.
# Sinceridade.
# Aceitação de si mesmo e de outros.
ATIVIDADE
******* Alto nível de energia.
# ****** Grau de atenção alto, sustenta concentração em tópicos de interesse, persistente.
**** Não consegue parar de pensar, trabalha até a exaustão.
# *** Necessita de períodos de contemplação, solidão.
# Espontaneidade.
RELAÇÕES SOCIAIS
# ********* Questiona regras ou autoridade, pergunta questões embaraçosas, não-conformista.
# ******* Se sente diferente, fora de compasso com outros, senso de alienação e solidão.
# ***** Compaixão.
# **** Empatia, sente junto com outros, os ajuda a entender eles mesmos.
CONTINUANDO (E ESCUTANDO ELVIS)
Heylighen selecionou algumas citações relacionadas às características dos superdotados, vou colocar somente algumas, senão vai ficar repetitivo.
Características de Gênios Criativos
"Minha preferência pelo complexo as vezes me leva a ignorar a resposta simples;
Eu gosto de refinar e aprimorar a inovação de outros (N.d.T.: Concordo com essa citação, por mais que eu reclame, na faculdade, prefiro pegar o trabalho que outros do grupo fizeram e revisar e/ou acrescentar coisas, do que começar o trabalho);
Meu sistema nervoso é facilmente excitado, eu consigo discernir as pequenas mudanças em meu ambiente (aromas, mudanças na luz, etc.) ou detectar irritantes (etiqueta de roupa incômoda, etc.);
Eu fico extremamente perturbado com desigualdade, exploração, corrupção, e sofrimento humano;
Sempre me interesso por reforma social;
Eu tenho uma forte necessidade de 'fazer a diferença';
Eu posso e ignoro minhas próprias necessidades para o bem de outros."
Aqui Heylighen coloca as características com percentagem:
"99.4% Aprendem rapidamente
99.4% Têm vocabulário extenso
99.3% Têm memória excelente (*)
99.3% Têm bom raciocínio
97.9% São curiosos
96.1% As vezes são maduros para sua idade
95.9% Têm excelente senso de humor
93.8% Têm ótimo senso de observação
93.5% Têm compaixão por outros (N.d.T.: Os outros 6.5% são psicopatas?)
93.4% Têm uma imaginação vívida
93.4% Têm um alto 'span' de atenção
92.9% Têm habilidade com números
90.3% São preocupados com justiça
89.4% Têm facilidade com quebra-cabeças e legos
88.4% Têm alto nível de energia
88.3% São perfeccionistas
85.9% São perseverantes em suas áreas de interesse
84.1% Questionam autoridade
80.3% São leitores ávidos
(*)N.d.T.: Esse negócio de memória é super útil, eu particularmente acho que tenho uma ótima memória (modéstia, pela janela), minha mãe sempre me pergunta por que eu estudo para as provas ´na última hora' (muitas vezes literalmente), a resposta é porque assim eu lembro de tudo. Sério, praticamente tudo, na ordem em que está escrito no texto, as vezes fico com medo do professor achar que é cola. Isso é útil porque como os professores (a maioria) não estão nem aí se você compreendeu o que eles ensinaram, se você consegue formar um raciocínio lógico a partir do conteúdo dado, e sim se você consegue lembrar e colocar em um pedaço de papel, é isso basicamente que eu faço, porque, né, Deus nos livre de idéias originais no sistema de ensino superior.
Heylighen coloca a classificação das altas habilidades relativas aos pontos de Q.I.
115 e acima - Brilhante
130 e acima - Superdotado
145 e acima - Altamente superdotado
160 e acima - Excepcionalmente superdotado
175 e acima - Profundamente superdotado
Heróis
A parte 2 do post abaixo vem logo em seguida. Mas agora uma pausa para a mensagem de nossos patrocinadores...
Falando sério, este post é de cunho mais pessoal, mas, quis escreve-lo depois de ter lido e acho que já até postado que, se você possui altas habilidades, existem grandes chances de que seus pais também o são. E este post é para eles, meus pais. Eu sei que é incrivelmente clichê falar isso, mas, as pessoas que eu mais admiro no mundo são meus pais. Eles são os melhores pais do mundo, outro clichê, mas no meu caso é verdade. E se alguém quiser desafiar esta afirmação, eu exijo provas!
Eu sempre fui meio inconstante, desde pequena, perco a atenção muito fácil, começava coisas e não terminava. Se me pediam para fazer alguma coisa eu queria saber o por quê, por que eu tenho que fazer isso? Por que agora? Por que desse jeito? Eu enchia o saco até do ser humano mais paciente (possivelmente encho até hoje). Falar 'não' para mim não era fácil, eu exigia argumentos plausíveis, e mesmo com esses, era complicado. Eu o-d-i-a-v-a ir às aulas (algumas coisas não mudam mesmo), e era uma luta diária com meus pais para que eu não repetisse o ano por frequência (ou, pela falta desta). Cheguei a arquitetar e realizar uma fuga de uma excursão do colégio quando eu tinha SETE anos, eu e mais dois colegas saímos andando pela cidade inteira sozinhos durante várias horas, foi uma confusão fantástica, com direito até à polícia procurando a gente. Quando terminei o ensino médio eu não tinha ideia do que fazer, então decidi dar um tempo, fiquei dois anos fazendo coisas aqui e ali, mas nada de estudos.
Você acha que meus pais já teriam me colocado para adoção a muito tempo né? Não, nunca me pressionaram, sempre me apoiaram, sempre tiveram uma paciência comigo que Buda invejaria. Brigamos, como toda família, mas nunca nada sério. A opinião deles é a que vale mais, apesar de divergirmos em diversos assuntos, e se eles falam 'não' para mim é porque realmente não podem fazer o que peço, e não para 'não me mimar'.
Fui super mimada, e agradeço muito a eles por isso. Porque não fui 'mimada' no sentido pejorativo da palavra. Tudo o que meus pais podiam fazer para minha educação, lazer e afetivamente eles fizeram e fazem até hoje, sei que sacrificaram muita coisa por minha causa e jamais poderei agradece-los o suficiente por isso. Tentarei criar meus filhos da mesma forma, porque todos os aspectos positivos da minha personalidade e da minha vida eu devo a eles, e os aspectos negativos eles não conseguiram evitar, por mais que tentassem.
As personalidades do meu pai e da minha mãe são muito diferentes, aliás não podiam ser mais diferentes. O que eles têm em comum é um compasso moral sempre apontado para o que é correto, honesto e justo. Sempre tentaram me passar isto.
Meu pai tem uma inteligência voltada para o abstrato, para soluções inovadoras, se é para fazer alguma coisa ele faz na hora, e é um diplomata nato, sabe ler muito bem as pessoas e sabe ser político quando a situação pede, é mais intuitivo, mas é um pouco introvertido. O jeito com o qual eu lido com as pessoas veio do meu pai, ou pelo menos eu tento aprender com ele, ele sempre apoia minhas idéias malucas, e sempre quando eu ferro com alguma situação (o que acontece mais do eu gostaria) ele sempre faz uma 'mágica' e me ajuda a solucionar o problema.
Minha mãe tem uma inteligência bem mais racional, lógica, analítica, é extrovertida, não é nada política porque é idealista (o que eu amo nela!), e as coisas deveriam ser do jeito que deveriam ser, portanto ela não se coloca em papéis em nenhum aspecto de sua vida, e é extremamente perfeccionista. Ser idealista e perfeccionista hoje em dia é difícil e as pessoas te desapontam inúmeras vezes, é mais fácil, sempre, seguir o caminho errado, e zombar das pessoas que tem um caráter tão firme que dificilmente é alcançado, do que tentar fazer o certo. Minha mãe faz o certo, ela é uma pessoa genuinamente boa e que nunca passaria por cima de ninguém, por nada. São qualidades invejáveis e que poucas pessoas no mundo ainda possuem.
Eles se complementam perfeitamente, ao meu ver. São pessoas extremamente inteligentes, corretas, e bem-sucedidas. É neles que me espelho, e, espero ser, algum dia, um décimo do que eles são.
Falando sério, este post é de cunho mais pessoal, mas, quis escreve-lo depois de ter lido e acho que já até postado que, se você possui altas habilidades, existem grandes chances de que seus pais também o são. E este post é para eles, meus pais. Eu sei que é incrivelmente clichê falar isso, mas, as pessoas que eu mais admiro no mundo são meus pais. Eles são os melhores pais do mundo, outro clichê, mas no meu caso é verdade. E se alguém quiser desafiar esta afirmação, eu exijo provas!
Eu sempre fui meio inconstante, desde pequena, perco a atenção muito fácil, começava coisas e não terminava. Se me pediam para fazer alguma coisa eu queria saber o por quê, por que eu tenho que fazer isso? Por que agora? Por que desse jeito? Eu enchia o saco até do ser humano mais paciente (possivelmente encho até hoje). Falar 'não' para mim não era fácil, eu exigia argumentos plausíveis, e mesmo com esses, era complicado. Eu o-d-i-a-v-a ir às aulas (algumas coisas não mudam mesmo), e era uma luta diária com meus pais para que eu não repetisse o ano por frequência (ou, pela falta desta). Cheguei a arquitetar e realizar uma fuga de uma excursão do colégio quando eu tinha SETE anos, eu e mais dois colegas saímos andando pela cidade inteira sozinhos durante várias horas, foi uma confusão fantástica, com direito até à polícia procurando a gente. Quando terminei o ensino médio eu não tinha ideia do que fazer, então decidi dar um tempo, fiquei dois anos fazendo coisas aqui e ali, mas nada de estudos.
Você acha que meus pais já teriam me colocado para adoção a muito tempo né? Não, nunca me pressionaram, sempre me apoiaram, sempre tiveram uma paciência comigo que Buda invejaria. Brigamos, como toda família, mas nunca nada sério. A opinião deles é a que vale mais, apesar de divergirmos em diversos assuntos, e se eles falam 'não' para mim é porque realmente não podem fazer o que peço, e não para 'não me mimar'.
Fui super mimada, e agradeço muito a eles por isso. Porque não fui 'mimada' no sentido pejorativo da palavra. Tudo o que meus pais podiam fazer para minha educação, lazer e afetivamente eles fizeram e fazem até hoje, sei que sacrificaram muita coisa por minha causa e jamais poderei agradece-los o suficiente por isso. Tentarei criar meus filhos da mesma forma, porque todos os aspectos positivos da minha personalidade e da minha vida eu devo a eles, e os aspectos negativos eles não conseguiram evitar, por mais que tentassem.
As personalidades do meu pai e da minha mãe são muito diferentes, aliás não podiam ser mais diferentes. O que eles têm em comum é um compasso moral sempre apontado para o que é correto, honesto e justo. Sempre tentaram me passar isto.
Meu pai tem uma inteligência voltada para o abstrato, para soluções inovadoras, se é para fazer alguma coisa ele faz na hora, e é um diplomata nato, sabe ler muito bem as pessoas e sabe ser político quando a situação pede, é mais intuitivo, mas é um pouco introvertido. O jeito com o qual eu lido com as pessoas veio do meu pai, ou pelo menos eu tento aprender com ele, ele sempre apoia minhas idéias malucas, e sempre quando eu ferro com alguma situação (o que acontece mais do eu gostaria) ele sempre faz uma 'mágica' e me ajuda a solucionar o problema.
Minha mãe tem uma inteligência bem mais racional, lógica, analítica, é extrovertida, não é nada política porque é idealista (o que eu amo nela!), e as coisas deveriam ser do jeito que deveriam ser, portanto ela não se coloca em papéis em nenhum aspecto de sua vida, e é extremamente perfeccionista. Ser idealista e perfeccionista hoje em dia é difícil e as pessoas te desapontam inúmeras vezes, é mais fácil, sempre, seguir o caminho errado, e zombar das pessoas que tem um caráter tão firme que dificilmente é alcançado, do que tentar fazer o certo. Minha mãe faz o certo, ela é uma pessoa genuinamente boa e que nunca passaria por cima de ninguém, por nada. São qualidades invejáveis e que poucas pessoas no mundo ainda possuem.
Eles se complementam perfeitamente, ao meu ver. São pessoas extremamente inteligentes, corretas, e bem-sucedidas. É neles que me espelho, e, espero ser, algum dia, um décimo do que eles são.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Problemas da superdotação - Parte 1
I´m back...
Então, achei um artigo de um professor belga, Francis Heylighen :
http://pespmc1.vub.ac.be/papers/GiftedProblems.pdf
no qual ele fez uma garimpagem pela web sobre as características mais citadas de pessoas superdotadas em sites especializados em altas habilidades. Ele colocou algumas entrevistas sobre o tema, e falou logo no início do artigo algo bem interessante: que as mulheres superdotadas são a parcela deste grupo que, normalmente, tem menos chances de atingir seu potencial devido ao fato de estas não se encaixarem no estereótipo nem das mulheres e nem de superdotados.
O autor também classificou as características que mais aparecem na web, proporcionalmente, com * e ainda tenta relacionar tais características com as de Abraham Maslow em sua teoria de 'self-actualization' (para qual, a tradução literal seria 'auto-realização', mas, aparentemente o termo utilizado em português é 'Teoria da hierarquia das necessidades humanas', se eu estiver errada, por favor, alguém me corrija. E para maiores detalhes da teoria de Marlow, bem, Google it, foi o que eu fiz). Heylighen tenta demonstrar que existe uma sobreposição entre as características dos superdotados e dos mais aptos dentro da teoria de Marlow. Ele segue dizendo que apesar de Marlow virtualmente ignorar as características cognitivas em sua teoria e enfatizar as emocionais e motivacionais, Heylighen diz que este 'overlap' das categorias comprova sua interpretação de que, para atingir a auto-realização são necessárias competências cognitivas e não somente satisfação. (Do que eu, pessoalmente e superficialmente, discordo, já que meu lema atual é 'Ignorance is bliss'.)
Então vamos para as características, repetindo, as de superdotação são marcadas com *, quanto mais asteriscos, mais aparecem listadas na web (o que não quer dizer que são factuais), as de Marlow serão marcadas com #. A propósito, eu sei que este blog já está cheio de listas de características de 'portadores' (sério?) de altas habilidades, mas esta é relevante para o objetivo tratado por Heylighen.
COGNITIVAS
Então, achei um artigo de um professor belga, Francis Heylighen :
http://pespmc1.vub.ac.be/papers/GiftedProblems.pdf
no qual ele fez uma garimpagem pela web sobre as características mais citadas de pessoas superdotadas em sites especializados em altas habilidades. Ele colocou algumas entrevistas sobre o tema, e falou logo no início do artigo algo bem interessante: que as mulheres superdotadas são a parcela deste grupo que, normalmente, tem menos chances de atingir seu potencial devido ao fato de estas não se encaixarem no estereótipo nem das mulheres e nem de superdotados.
O autor também classificou as características que mais aparecem na web, proporcionalmente, com * e ainda tenta relacionar tais características com as de Abraham Maslow em sua teoria de 'self-actualization' (para qual, a tradução literal seria 'auto-realização', mas, aparentemente o termo utilizado em português é 'Teoria da hierarquia das necessidades humanas', se eu estiver errada, por favor, alguém me corrija. E para maiores detalhes da teoria de Marlow, bem, Google it, foi o que eu fiz). Heylighen tenta demonstrar que existe uma sobreposição entre as características dos superdotados e dos mais aptos dentro da teoria de Marlow. Ele segue dizendo que apesar de Marlow virtualmente ignorar as características cognitivas em sua teoria e enfatizar as emocionais e motivacionais, Heylighen diz que este 'overlap' das categorias comprova sua interpretação de que, para atingir a auto-realização são necessárias competências cognitivas e não somente satisfação. (Do que eu, pessoalmente e superficialmente, discordo, já que meu lema atual é 'Ignorance is bliss'.)
Então vamos para as características, repetindo, as de superdotação são marcadas com *, quanto mais asteriscos, mais aparecem listadas na web (o que não quer dizer que são factuais), as de Marlow serão marcadas com #. A propósito, eu sei que este blog já está cheio de listas de características de 'portadores' (sério?) de altas habilidades, mas esta é relevante para o objetivo tratado por Heylighen.
COGNITIVAS
# ********** Idéias incomuns e originais, criatividade, conecta idéias aparentemente não relacionadas.
******* Habilidades superiores de raciocínio, generalização, solução de problemas e alta inteligência.
****** Imaginação rica e vívida.
****** Vocabulário extenso, habilidade verbal, fascinado por palavras.
***** Aprende coisas novas rapidamente.
***** Excelente memória de longo termo.
**** Compreende conceitos matemáticos/científicos prontamente (N.d.T.: Ha!! Então tá...), compreensão avançada, perceptivo.
**** Leitor ávido.
*** Pensamentos complexos e profundos, pensamento abstrato.
** Sua mente funciona em faixas múltiplas, pensa rápido. (N.d.T.: Alguém tem o problema de falar na velocidade que pensa e ninguém entende nada porque 'você está falando rápido demais'? Chato isso...)
PERCEPÇÃO/EMOÇÃO
******* Altamente sensível.
# ******* Senso de humor excelente/incomum.
# ****** Altamente perceptivo, bom senso de observação.
# ***** Passional, sentimentos intensos.
# *** Sensível a pequenas mudanças no ambiente.
*** Introvertido.
# ** Consciente de coisas que outros não estão, percebe o mundo de forma diferente.
# ** Tolerância para ambiguidade & complexidade.
** Enxerga as coisas de várias perspectivas, vê muitos lados.
# * Tem capacidade para imaginar, se maravilhar, sonhar, como uma criança.
# Aberto à experiências.
# Aceitação de si mesmo e de outros.
N.d.T.: Este post é enorme, então será divido.
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