quarta-feira, 18 de junho de 2014

ALTAS HABILIDADES NÃO SÃO ALGEMAS, SÃO FARÓIS. (Post de ANTÔNIO ÁTHYLLAS) ISTO É UM POST! E um post muito show!

  Não, não acordei extremamente egocêntrica hoje (não mais que o normal, mas enfim....). Este é o 1º post (e espero que o 1º de vários) de alguém que lê o blog e a primeira pessoa a levar para frente aquilo que sempre desejei que este espaço se tornasse: não meu diário particular ou um simples "Reader's Digest" com estudos, reportagens, traduções e informações sobre SD/AH, mas, além isto sim, um espaço de troca de experiências, opiniões, informações, textos, etc., um fórum por assim dizer.

  E fico extremamente feliz de que o primeiro exemplar desta leva (e espero que seja uma leva! Por favor, não desapontem a criança aqui... 'I'm looking at you whoever's reading right now!') é um texto excelentemente escrito, muito relevante e que, pessoalmente, fez meu dia. O Antônio (btw, off topic aqui rapidinho, desculpe-me, mas Antônio, seu nome tem o '^'? Se não tiver, malz ae, p o meu não tem acento mas todos colocam, e eu meio que já desisti...) ok, de volta ao assunto, bem, ele escreveu várias coisas ue sinto e penso mas nunca consegui me expressar suficiente bem, muito menos da forma exímia que ele o fez. E juro que não estou puxando saco nem nada pelo fato de ser o primeiro post de nosso leitor, é que realmente achei show. Mas tirem suas próprias conclusões, comentem, e inspirem-se, as vezes até façam seu próprio post e ele será publicado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Cumprimentos a todos,
Sou Antonio Áthyllas, supostamente um adulto com altas habilidades.
A intenção com este post, e agradeço a Flávia permitir esse espaço, é abordar as Altas Habilidades pelo que se observa, de uma maneira geral quanto a forma com que é tratada essa questão, como também ver essa condição de Altas Habilidades como uma verdadeira riqueza.
À medida que passa o tempo, na vida de uma pessoa com altas habilidades desassistida revelam – se as fortes incongruências entre o que essa pessoa é e o mundo em que ela vive.
O resultado? Pessoas solitárias, não solitárias mas mal compreendidas, sem espaço valorativo, atrasos acadêmicos, negação de identidade, baixa – estima, frustração, depressão, busca até de situações perigosas pela não – ajuda.
Creio que Altas Habilidades ainda é um assunto distante do cotidiano escolar.
E aquela que era para ser pelo menos um ponto de apoio no aspecto respeito, a escola, é, por vezes, o primeiro ponto de massacre do aluno com altas habilidades: pelo insucesso escolar, fruto da não assistência, recebe esse aluno em peso notas baixas e, daí, de parentes títulos de “desleixado”, “anormal”. Ora, como poderia ser o contrário, se não lhe foi permitido mostrar seu potencial?! Esta situação é um caso – modelo. Felizes aqueles cujas famílias e a própria escola, mesmo sem pleno conhecimento de causa, se mostram compreensíveis e dispostas a ajudar.
Vemos avanços. Reportagens, blogs, encontros. Desde que sensatos, são formas valiosíssimas de dar a conhecer o assunto e o drama de quem tem que calar seus talentos. Precisamos, porém, avançar mais.
No entanto, falemos do que afinal de contas mais importa: o bem – estar das pessoas.
Isso deve ser, primeiro, uma atitude de quem tem altas habilidades. Valorizar a sua vida, a riqueza do seu talento. Em segundo lugar, a pessoa com habilidades crer que não está sozinha. Contar com quem a compreende e a respeita. 
Sou um adulto supostamente com altas habilidades. De toda maneira, sendo ou não sendo, digo que já tenho uma alegria: conhecer, por experiências pessoais, o caminho difícil da não compreensão. Já pedi muito ajuda, já tive esperas ansiosas por um email que pudesse me dar uma resposta de compreensão e apoio. Tive momentos de intensa tristeza. Os arranhões das quedas, das lutas, hoje fazem também com que eu procure ser mais forte, e, mais que esperar pelos outros, acredite em mim. 
Esta postagem é uma forma de respeito para com as pessoas com altas habilidades que, mesmo em dificuldades, têm o desejo de serem felizes.
Toda pessoa pode contribuir para o bem de outrem.
Acredite! Altas habilidades não são algemas. São faróis.