terça-feira, 30 de julho de 2013

Descoberta da(s) AH/SD

Ei galera, td bem?

Então, estava lendo o comentário da Ana Exposto e percebi que, apesar de descrever algumas experiências minhas sobre  AH e sobre a superdotação em si, sei que tem algumas pessoas que leem o blog ou já o leram,  e somente enquanto adultos foram descobrir (ou pelo menos "dar nome aos bois") as AH. E como no meu caso eu fui 'diagnosticada' (pelamordedeus alguém dê uma sugestão para um termo melhor que esse, pq eu nunca sei como denominar isto... 'diagnosticada'? 'informada'? 'amaldiçoada'? osso... HELP!) aos 3 anos, sei que é uma outra experiência para quem se sente diferente durante grande parte da vida e só na maturidade descobre o porquê...

Então gostaria de pedir para quem passou, ou está passando agora por isso, descrever, contar um pouco sobre como é, o que pensa e sente sobre essa 'descoberta' ou conclusão. Pode se prolongar à vontade, quem já leu algo aqui sabe que não tenho problema algum com prolixidade, devaneios, textos-bíblia...

Eu pensei em pedir tanto para quem descobriu as AH enquanto adulto(a), quanto quem, como eu, sabe desde a infância, para dar seus depoimentos e depois eu os coloco, justapondo-os em um post exclusivo sobre isto. Tipo, falando como foi feita a descoberta, sozinho ou com médico, professor, psicólogo, etc. Como você se sentiu. Como e se contou à família e  amigos, a reação de todos. Se mudou (acho que sempre muda algo né...) alguma coisa de maneira extremamente significante. Depois da descoberta, é isso aí, foi só isso uma descoberta e pronto, ou você deseja continuar buscando materiais relevantes sobre o assunto. Se descobriu na infância, sofreu preconceito (em qualquer idade)? Se somente após a fase adulta, mesmo sem saber o porquê, sofria e/ou sofre preconceito, tratamento desigual, etc?  Tem ou teve amigos (não online) tb com AH? Tipo, td basicamente (eu sei, sou curiosa...), Mas é porque, apesar de adorar falar de mim mesma hehehehe, desde o início deste blog eu repito que a intenção sempre foi colocar pontos de vista diversos, ter uma discussão aberta sobre o assunto com quem possui AH, com quem é parente, amigo, namorado de alguém com AH, e ainda com pessoas que simplesmente tem interesse sobre o assunto. E eu procuro publicar todos os comentários. Sei que é estranho falar isto e ter a moderação de comments. Mas é que no início do blog os comentários eram livres, era só chegar e postar... Mas aí começou a chegar moleque achando que tava na casa da sogra, passou a insultar, e parada de cunho pessoal mesmo, começou a querer avacalhar... Aí lindamente a democracia foi pro saco e virou 'quemmandaaquisoueudálicençaaa'!!! Mas, utilizando o princípio do alarme de carro: adianta zica, mas impõe certo receio, desde que coloquei a moderação não teve mais ninguém enchendo o saco e até hoje não deixei de postar um comentário que seja. Espero que entendam, não é tipo criticou to deletando; criticas, questionamentos, correções são bem vindas(os), mas com respeito né....

Não disse que de prolixidade eu entendo?


27 comentários:

  1. em referência ao 1º paragrafo, acho que IDENTIFICAÇÃO seria um termo interessante pra usar nesse caso, acho que é o que se usa em inglês.

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  2. (me é no mínimo estranho perguntar aqui sobre isso)

    Oi. Não vim aqui compartilhar sobre "ser superdotado", mas pra perguntar sobre o assunto xP Estou cheio de dúvidas, curioso. Gostaria de saber como se faz pra "testar" se alguém tem AH, e qual é o especialista que o faz.

    O motivo pra perguntar é longo (por isso a versão curta -- no caso de teres pouco tempo). A versão curta é: será que eu sou SD? [anyway, isso só me ajudaria a ter uma noção sobre o motivo de eu ser no mínimo "excêntrico" -- não creio que mudaria [quase] nada o tal diagnóstico na minha vida]

    --- versão longa ---
    A versão longa percorre a minha vida inteira, então darei detalhes (aliás, tenho um irmão gêmeo... e fico me perguntando sobre se SD seria genético e se meu irmão também teria -- se eu tiver). Eu (e meu irmão), quando na escola, sempre fui "o melhor aluno da turma". Pulei a primeira série (me formei no Ensino Médio com 16 anos), me dava bem com os professores, tinha facilidade com todos os assuntos da escola (e também facilidade em ficar quietinho como "aluno ideal"), preferia sempre a presença de pessoas mais velhas, estudei (se bem que acho que "o que eu estudei" não importe muito... mas, enfim) inglês e música (tocava clarinete -- até que bem xP) e, acho que o mais importante, de vez em quando ouvia suposições de pessoas mais velhas dizendo que eu [e meu irmão] provavelmente fôssemos "superdotados".

    Essas suposições sempre me pareceram "tentadoras" (massageia o ego as pessoas dizerem isso =P), mas eu sempre discordei (afinal, nunca tive provas), supondo que "superdotados" fossem como aqueles dos filmes, que calculam coisas absurdas em frações de segundo e tal [pra mim, a "imagem" de SD que eu tinha era a dos personagens do "Malcolm in the Middle"]. Além do mais, eu sempre tive sérias dificuldades de "comunicação" (eu não tenho problemas com línguas, mas normalmente conversar -- especialmente em ambientes hostis -- me faz meio que [quase] gaguejar), apesar do meu interesse por línguas [até então, português e inglês, só]. Meu irmão foi que sempre me ajudou com isso (ele era mais vagabundo mas mais comunicativo na escola). AAhh... importante: eu nunca gostei de ler livros [apesar de ler sobre outros assuntos normalmente não ser um problema].

    Ao terminar a escola, comecei a fazer Ciência da Computação, já que sempre me dei bem com computadores... e, no ano passado, descobri que gosto MUITO de lingüística [apesar de não gostar de ler e das dificuldades de comunicação]. Nesse meio tempo, aprendi muito de alemão e espanhol também, e brinquei um pouco com francês e latim (to me divertindo).

    Um ponto importante é: eu sempre fui MUITO "excêntrico". Meus amigos dizem que eu sou bastante "estranho". Eu ouço trilha sonora de jogos (vivo cantando-as -- é característico que eu SEMPRE tenha uma música "presa" na minha cabeça [a que está agora é do 007 - Goldeneye]), e, bem, me "movo" muito facilmente por músicas (não entendo como tem gente que entra num ônibus, põe seu fonezinho, e fica "estático" a viagem toda xP); eu frequentemente gosto de ficar e fazer coisas sozinho; eu frequentemente ajo como criança (brincando com balões, ou mantendo rituais ao comer algumas coisas); às vezes tenho "surtos" de ouvido absoluto (mas é só aleatório -- eu não tenho controle, simplesmente acontece de eu notar que a nota que tá tocando num lugar é _exatamente_ a mesma que foi tocada noutro lugar); e, finalmente, eu devaneio DEMAIS quando ouço uma palavra "inesperada" [eu viajo pensando no significado, na etimologia, e nas diferentes versões das palavras que me chamam a atenção].

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  3. [continuando...]

    Enfim, "modéstia a parte" [nah, na real, não querendo "puxar brasa pro meu churrasco"], eu sempre fui bem bom no que fiz. Mesmo assim, frequentemente, eu não sou o melhor: desde a faculdade, especialmente, descobri muita gente absurdamente melhor do que eu em muita coisa . Aliás, foi a descoberta dessa gente que me fez cada vez mais rejeitar essa possibilidade de talvez ter SD.

    Mas esses dias estava eu no ônibus contando a uma pessoa sobre como eu tinha descoberto a etimologia de uma palavra ("obedecer") e como isso tinha me deixado feliz [eu tendo a ficar bastante "atiçado" quando descubro uma palavra nova] e essa pessoa me disse que eu deveria procurar por informações pra saber se não teria SD [o filho dela tem]. Resolvi ir atrás... ler (ainda estou lendo sobre o assunto) sobre o assunto, e, bem, finalmente, cheguei a esse blog =) Aliás, outra coisa que li em que de imediato consigo pensar é a seguinte (que também me deixou crente na possibilidade de ter AH):

    http://www3.bc.sympatico.ca/giftedcanada/amI.pdf

    Enfim... o diagnóstico positivo explicaria muita coisa, mas estou completamente cético e gostaria muito de "pagar pra ver" [não tenho nada a perder -- nem ganhar, na real --, afinal]. Agradeço pela atenção xP E parabéns pelo blog bem legal =)

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  4. Tenho 23 anos, e fui 'diagnosticado' (o termo é péssimo, tem razão) com 21. Estudava psicologia e tínhamos uma matéria sobre a teoria e aplicação de testes. Fizemos um deles (Raven) e SURPRISE!!!!!!! eu e curiosamente, minha melhor amiga, éramos SD. Fizemos mais alguns testes e entrevistas depois para confirmação.
    Eu confesso que levei alguns meses pra me acostumar com a ideia. Era uma sensação de "e se eu tivesse sido diagnosticado antes?', "e se eu tivesse um acompanhamento quando criança?", de que tudo poderia estar muito melhor. Foi um período bem punk.

    E foi aí que eu passei a ter contato com uma série de recursos para adultos SD (esse blog inclusive!), passei a procurar mais sobre a teoria de Dabrowski e toda aquela sensação de deslocamento se desfez. De repente aqueles comportamentos 'estranhos', o sentimento de não pertencer, a distancia e aqueles pontos negativos que eu detestava se tornaram parte de um traço que eu adorava em mim, e que agora tinha um nome: SD. E isso mudou a minha vida e o meu jeito de ver um mundo radicalmente. Os surtos depressivos e a solidão passaram, porque agora eu conheço mais pessoas como eu.

    Agora eu tenho uma amiga que é claramente SD, e está passando por uma bad,Eu a estou encaminhando para os testes, para os grupos (e já encaminhei pra cá inclusive UAHSUA) porque eu sei a diferença que isso faz pra uma pessoa, especialmente um SD não 'diagnosticado'. Diabo de termo...

    P.S.? Quero agradecer a autora que, sem saber, fez uma tremenda diferença na minha vida e tenho certeza, na vida de tantos outros SD!


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    1. Olá pessoal! Não sou SD, mas tenho um filho que acaba de ser identificado como SD. A história dele é meio punk, pois ele já faz tratamento pra depressão há dois anos, no início reclamava de muita tristeza, tédio, ansiedade, pensamento acelerado e outras coisas, passou pelos melhores psiquiatras de nossa cidade, chegamos a ir até São Paulo para consulta com um dos melhores psiquiatras de lá e nada de melhora, tomou diversos antidepressivos e nenhum surtiu o efeito desejado, até que um dia meio por acaso ( digo que acaso de Deus) eu entrei sem querer num site que falava sobre Altas Habilidades/Superdotação e observei que tinha muita coisa que se parecia com meu filho e resolvi mostrar a ele que imediatamente se identificou com muitas coisas, procurei saber se tinha algum tipo de atendimento aqui na cidade e descobri o NAAHS. Lá eles me deram a indicação de uma psicóloga que trabalha na identificação de SD, pois ele não poderia ser atendido no NAAHS por ser oriundo de colégio particular. Ele passou pela avaliação durante três meses e meio, até que semana passada saiu o parecer positivo da psicóloga. Nessa história toda me sinto muito culpada por não ter percebido antes e ter deixado o meu filho passar por tanto sofrimento. Só agora a gente está entendendo porque ele se sente tão diferente dos garotos da sua idade, se sente deslocado, entediado ao extremo, acha o papo da maioria dos colegas muito chato, ele é muito maduro perto dos seus amigos, enfim vocês devem entender melhor que eu o que se passa na cabeça de um SD. Ele sente uma necessidade de conhecer outras pessoas que se identifiquem com ele. Se tiver alguém que possa ajudá-lo, por favor deixe o seu recado. Abraços.

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    2. Antonio Áthyllas30 de maio de 2014 23:54

      Prezada Lana, primeiro meus respeitosos cumprimentos.
      Falo como um interessado na área além de um suposto adulto com Altas Habilidades. Meu ritmo de aprendizado diferenciado (estudando de forma autônoma, crítica frente ao currículo) trouxeram - me um desgaste grandioso, com o início de um processo de entristecimento intenso.
      Na adolescência, gostando (demais!) de temas como política internacional e implantação de uma instituição de ensino superior em minha cidade, também sentia - me um tanto só: poucos me ouviam, destes, alguns acreditavam em mim, grande parte não, e havia ainda aqueles que me rechaçavam.
      Imagine gostar de ciências, estudar esses temas e não ter com quem conversar?! É uma experiência forte, que chega a ser até como uma negação de identidade.
      Quero cumprimentar, respeitosamente, você e seu filho, desejando muito boa sorte! Que ele sinta - se instrumentalizado com o potencial que tem e TENHA CERTEZA: NÃO ESTÁ SOZINHO! AOS POUCOS HÁ UMA UNIÃO POR MEIO DE RELATOS. Isso nos ajuda a ficar mais fortes!

      Antonio Áthyllas Lopes de Oliveira
      athyllas.lopes@hotmail.com

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    3. Lana, escute com muita atenção, o maior segredo para se dar bem com um portador de AH/SD é escuta-lo seja qual for a hora momento, escute-o se você não entender nada do que ele lhe disser faça o entender que acima de tudo você o ama, diga lhe e tmb demonstre, isso trás um conforto enorme para nós, SER AMADO DE VERDADE E SER ESCUTADO, isso é algo essencial, lembre-se sempre disse escute-o e o ame, todas as vezes que ele for te mostrar algo, tenha interesse em ver, tenha curiosidade em ver, e tenha orgulho do que ele fizer ou ser, isso irá fortifica-lo e ele poderá desenvolver 1000 vezes melhor.

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    4. Estou com 28 anos e ao contrário de alguns de vocês eu sofri muito por me achar tão diferente, e ficava nervosa e irritada desde criança de um forma muito intensa. Parecia que ninguém nunca entendia nada do que eu falava, e que tudo o que eu falava era por maldade, sempre mal interpretada, o que perdura até hoje, mas não com a mesma intensidade. Para mim é muito importante saber se realmente tenho AH, pois talvez eu me encaixe, me entenda. Só comecei a questionar isso este ano, por conta de uma procura a psicopedagoga pelas notas baixas de meu filho, que aparentemente tem AH. Todavia esse acompanhamento passou a me irritar, pois até a psicopedagoga parece que não entendia o que eu falava, ela que se diz especializada nessa área, e acredito que seja, mas não tem AH. Meu filho também disse que queria sair, concordou com minhas pontuações. Foram não sei quantas consultas a 80 reais, mas o diagnostico era sempre protelado, até que disse que seria em 6 meses, então o tirei de lá, visto também que durante o acompanhamento as notas do meu filho pioraram ao invés de melhorarem. Queria conversar com quem tem AH, pedir conselhos, isso me ajudará em vários conflitos que ainda tenho. Obrigada por ter criado esse blog. Pensei que se são altas habilidades, alguém com certeza teria feito um blog, uma página no face. Rs E aqui estou eu.

      gabigabi@gmail.com

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    5. Gabi,td bem? Então, eu tb tenho 28. Nossas realidades hoje em dia são bem diferentes, cara vc já tem um filho (mais?) e eu ainda sou um neném em vários aspectos, inclusive o emocional... Mas acho, bem, espero pelo menos, que vc vai achar ajuda aqui, ou uma direção.
      Essa parada de ficar nervosa e irritada intensamente é algo que tive e tenho até hoje, tecnicamente é algo que nos estudos das AH se explica pelo termo (juro que não sei em português, mas acho que até hj não fiz um post sobre isto, então vc acabou de me dar uma ótima ideia, e se vc tiver dificuldade p achar de cara, prometo apressar e fazer logo esse post) "OverExcitabilities" na literatura abreviado por OE, e é basicamente (muitíssimo basicamente) o excesso de intensidade, sensibilidade, percepção, etc,. Putz, agora já não sei se escrevi sobre isto ou não. Procura daí, q eu procuro daki, ehehe....

      Bem, é a explicação técnica, mas o sentimento em si é meio inexplicável e depende da situação. Se como você diz, está complicado encontrar alguém que de fato compreenda o seu raciocínio sem que vc precise dar mil voltas ou explicações passo a passo (mais ridículas que à um infanto-juvenil, e as vezes estes compreendem até mais rápido). Olha, se vc é AH isso é comum, é um porre, e sinto muito, mas o problema está nos outros e não em vc, ou seja, é complexo consertar 98% da população.

      Psicologo, psicopedagoga, psiquiatra, tem que ser escolhido a dedo, se de todo. Porque você vai ouvir cada besteira que não é brincadeira e ainda pagar para isso (lindo, né?). Eu já ouvi de uma (e pagando praticamente R$200,00, aiai, minha arvore de dinheiro...) que "não existe mais hoje em dia esta 'história' de superdotação,que já está 'comprovado' (só se for pela fadinha verde que fala no ouvido dela...) que o que importa é a inteligência emocional".... AHAN tia, agora conta outra,,, E eles dão diplomas para este povo, pode???

      Agora esta psicopedagoga, eu acredito, super estava te enrolando... Ela fez testes com seu filho??? Fez entrevistas visando verificar o nível de criatividade para a idade dele? A 1ª coisa que ela tinha que ter feito é identificá-lo. Isto é feito com testes de Q.I., e outros (dps eu te falo os q eu fiz qd tinha 3 anos, agora não lembro). Dps se ele for identificado como SD/AH ela deveria trabalhar o lado intelectual com o lado emocional dele para verificar o nível de maturidade e analisar se o comportamento (vc não mencionou comportamento, mas geralmente, em AH notas baixas vem acompanhadas ou de completo desencanto pela escola e frustração, quietude, ele se retrai, ou é uma bagunça completa e ele não para quieto e vira o demônio na , sala, as vezes os dois juntos c variações dia a dia, ufa, é mais ou menos isso... (Gabi, eu tenho que colocar isso ok? Eu não sou médica, ou tenho especialização nesta área. Tudo dito neste blog é baseado em experiências pessoais, blz?) Procure uma indicação em sua cidade de um psiquiatra que aplique os testes ou um centro de psicologia que faça o msm (aproveite e faça vc tb né?). Depois de identificados, peça a quem fez os testes indicações de tratamento a longo prazo se vc sentir a necessidade, é sempre bom no início, até a 'ficha cair' ou até as info q vc receber finalmente encaixarem com quem vcs são, o alívio é imenso, mas com isso mais um trilhão de perguntas acompanham...
      Olha, desse blog não tem face, pq mal mal eu mantenho aqui atualizado, e td vez me desculpo por isso, mas no face deve ter grupos, se vc fala inglês melhor ainda pq aí eu tenho certeza q tem. Mas pelo menos por enquanto os comentários (pq nem isso eu fazia antes, eu sei, eu sei, eu me comportava mt mal) eu faço questão de responder,,tem mt gt q deixa e-mail aki, e este espaço sempre estará aberto p vc e seu filho, fique a vontade, abs!

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  5. Eu era uma criança bagunceira, alegre, fanfarrona, muito curiosa e questionadora. Minha mãe se irritava comigo, por ser assim. Pois queria que eu usasse um monte de lacinhos, fosse cheirosa e obediente. Para meus pais, ser questionadora e curiosa ganhava os adjetivos de "bocuda, mal criada e xereta". Isso era resolvido por eles com agressões físicas e superproteção. Eu não era uma criança de vida saudável: não me deixavam brincar na rua, não ia na casa das outras crianças, se ia numa festinha de aniversário é porque os outros pais, comovidos com minha situação iam até em casa pedir a autorização deles. Eu lembro de uma vez que eu disse para minha vizinha "olha, eu vou pedir pra minha mãe na sua frente, porque daí ela vai ficar com vergonha de você e vai deixar". Era assim minha vida, meu comportamento era visto como rebeldia e quando eles tiravam tudo de mim, eu era agredida, meu pai me espancava e minha mãe não fazia nada. Eu era um alvo a ser combatido, pois tudo que eles me ensinavam eu queria saber o porquê, não gostava de ter minha liberdade tolhida, não aceitava ver minha irmã ser amada e eu ser rejeitada, só por não ser como ela. Enfim, fui uma criança que cresceu muito forte, por ter desde pequena me defender dos meus inimigos (minha própria família). Não tinha as coisas mínimas que um lar deve proporcionar: amor, carinho, proteção, acolhimento.Lógico, me tornei forte, pois sofria bullying dentro da minha casa, mas por dentro era uma criança extremamente infeliz, sozinha e essa solidão eu expressava nas minhas poesias, que escrevia desde os 9 anos de idade, recebi vários prêmios na minha escola pelas minhas redações e poesias, mas minha mãe não sentia qualquer orgulho de mim, nem me incentivava. Afinal, eu era a rebelde, a má educada, a que se vestia igual um menino, a gorda, a feia. Ou seja, o que eu tinha de melhor era sumariamente ignorado e soterrado pelas expectativas de uma mãe frustrada que nunca amou sua filha de verdade. Assim eu cresci, com a auto estima aos frangalhos e me fazendo de forte para sobreviver. Sofri bullying no trabalho, por não conseguir me adequar aos gostos e não ter afinidades com as pessoas do meu meio de trabalho, me formei em economia, fiz duas pós graduações, mudei de carreira duas vezes, digo que agora eu convivo num ambiente onde ser amiguinho dos outros não é uma obrigação para você se destacar (trabalho com projetos de TI) e assim eu me refiz. Sobre minha família, rompi relacionamento com eles, como uma experiência libertadora para minha vida. Hoje eu sou plena, feliz e convivo na vida pessoal somente com pessoas que amo. Onde entrou a superdotação nisto tudo? Bem, durante um dos tratamentos psicológicos que fiz, minha terapeuta assinalou sobre minhas altas habilidades para criatividade e raciocínio analítico. Fui admitida na Mensa e descobri com tudo isso, aos 32 anos de idade, sobre minha superdotação. Tento agora reescrever minha vida e me proporcionar todas as experiências e oportunidades que me foram tiradas por ódio, por vingança e por não aceitação. Hoje eu sei que toda a rejeição que sofri, foi fruto da minha vivência num ambiente caótico e inadequado para mim, onde nada de bom de mim poderia florescer. Hoje, eu fiz as pazes comigo mesma.

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    1. Me identifiquei muito com seu texto. Quero saber o que é essa Mensa, tenho ânsia de saber se sou ou não alguém com AH. Gostaria de te conhecer melhor. Abç.

      gabigabi@gmail.com

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  6. [lol... eu fiz uma postagem esses dias da qual eu de certa forma me arrependo -- e, como postei não vinculado a meu perfil, não sei se tenho como excluir. Se puderes "rejeitá-la" [eu vi que os comentários são moderados] eu ficaria grato]

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  7. PARTE I

    Olá!
    Meu nome é Aline, tenho 27 anos e não sei ao certo se tenho alta habilidade (mentira, na minha cabeça eu já tenho certeza). Até mesmo gostaria de ter certeza, mas não faço ideia de como fazê-lo.
    Bom, eu cheguei à conclusão por conta própria (há 30 minutos atrás) de que tenho, pois, após assistir ao programa "A Liga" dessa semana, que tratou de super dotados e, após ler esse blog (o qual eu achei no google após assistir ao programa), senti como se tudo (ou quase) que as crianças falavam parecesse comigo, com como me sentia... E, após ler esse blog,... Mais ainda!
    Bom abaixo segue a história da minha vida (que tem relação com a AH hehehe):
    Começo dizendo que não tenho uma habilidade genial e nem nunca tive (como tocar Mozart aos X anos, por exemplo), porém, desde sempre (inclusive me lembro desse pensamento quando criança) me sinto como se soubesse mais que as outras pessoas, mas, para não ser tachada de antipática (CDF, metida, chata...) e tal, por muitas vezes fingi interesse em coisas que nas quais não tinha o menor interesse e também me fiz de burra, inclusive mudando a maneira de falar para parecer no mesmo nível de pessoa A ou B (faço isso até hoje, de acordo com o ambiente e as pessoas que estão nele), para me "enquadrar".
    Sempre vi a solução, resultado, de determinado problema (prático ou de alguma disciplina, tanto na faculdade quanto antes) mais rápido que a maioria, mas normalmente não respondia pelas razões acima expostas, porém, por mais que eu tentasse dissimular, nas provas isso aparecia e, lembro-me de passar vergonha ao ter isso exposto em público (ex.: uma vez um professor de Processo Civil, no meio da correção da última prova, parou para dizer à turma o quanto eu escrevia bem, perguntando à todos se já tinham lido algo meu / outra vez o professor de Dto. Imobiliário chamou a atenção de todos da turma, também na correção de uma prova, quando todos questionavam a dificuldade da mesma, dizendo que era extremamente simples e que eu, somente eu, havia respondido E-XA-TA-MEN-TE o que ele queria, que eles deveriam seguir meu exemplo - p.s.: agora eu vejo que o nível da prova deveria estar realmente errado).
    Quanto à minhas habilidades, sou meio generalista, mas vão em nível de aptidão: aprendo fácil (essa leva a todas); danço; canto; desenhava (até os 13 anos, pois enjoei) muito bem; e tenho extrema facilidade com o inglês (não tentei as outras línguas, por não gostar tanto quanto, mas tenho muita curiosidade - na verdade, LOUCURA - de aprender outras).
    Durante a minha vida toda estudei em colégio público de péssimo nível... Talvez por isso, nessa época, eu apenas tenha desenvolvido altíssimas habilidades na dança e no desenho... Estudei apenas um ano e meio num colégio particular de altíssimo nível, no qual eu cheguei igual burra e saí ganhando honras ao mérito.
    Nessa época eu entrei no Kumon para estudar matemática - fiz um ano (pra quem não sabe o que é, vale dar um a olhada no google) - e fui campeã na quantidade de bloquinhos realizados (explico: blocos de papel com exercícios de matemática) em menos tempo.

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  8. PARTE II

    Sou funcionária pública concursada (2º concurso) e, desde o meu primeiro e último concurso/trabalho, tenho alguma dificuldade de lidar com a falta de habilidade, "lerdeza" (desculpe o palavreado, mas não sei outro jeito de dizer isso, pois acho feio... Mas é como eu sinto!) e problemas afins da maioria das pessoas. Logo, acho que todos deveriam ser mandados embora.
    Na verdade essa descoberta foi, para mim, uma redenção, posto que agora sei que todos não precisam ser mandados embora, mas que eu é que preciso ser mais tolerante e entender que as pessoas estão em um patamar mais baixo em questão de intelecto (isso é tão feio de se dizer! É como se fossemos inteligentes e a maioria fosse burra... Difícil explicar.).
    Difícil é eu entender diferente as coisas que eu leio (presumo que os Ministros do TCU tenham AH também, pois para mim, parece bem óbvio o que eles escrevem).
    Por esse fato, às vezes pareço grosseira para explicar as coisas para outras pessoas, pois dificilmente entendem. Daí eu preciso explicar em slow motion para elas, o que, para mim, parece ridículo, mas, por fim, alguém entende e me salva.
    Entendo o que você diz sobre processador... O meu não entende o da maioria das pessoas e vice e versa.
    Tenho um pouco de dificuldade em fazer amigos, posto que acho a conversa da GRANDE maioria das pessoas desinteressante e previsível. É muito chato isso, pois fico muito isolada... Tenho uma amiga com o processador parecido (só parecido) com o meu e já encontrei algumas (poucas) pessoas assim, mas nunca encontrei alguém tão parecida(o) comigo até eu ler esse blog - ainda posso mudar de ideia, pois não li muito, mas mesmo assim tem muuuuuito a ver comigo.
    É estranho, mas eu cheguei a ficar emocionada com esse diagnóstico que eu mesma me dei (é eu sou cética demais com as coisas...)
    Bom, como eu sou: Me considero uma pessoa pouco sonhadora, muito racional, cética, pouco sentimental também, mas ao mesmo tempo muito sensível e apaixonada por cães e gatos. Sou um pouco egoísta e materialista. Amo a natureza sem ser natureba. Gosto de tempestades, chuva e água em geral (piscina, mar...). Amo comer (sou meio compulsiva com tudo que amo).
    Então é isso!
    Amo, mais do que todas as outras coisas juntas, música e, em especial, cantar. É como mágica!
    Enfim, essa sou eu e, pelo jeito, só arranhei a superfície até agora, pois estou louca para ir fundo em mim mesma, posto que sempre ignorei isso em mim tentando ser "normal", mas SEMPRE me sentindo diferente.
    Fui prolixa também? hehehehehehe

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  9. Oi Flàvia,
    Descobri que não sou "normal" em nov. de 2011. Tinha 31, hoje tenho 33 anos.
    Sempre me senti diferente e sempre tentei achar uma explicação para minha diferença. Quando criança, não tinha nenhum problema fìsico, sempre fui uma boa aluna, comportada e aparentemente sem problemas. Mas dentro de mim eu sabia que alguma coisa era diferete, e sofria com isso. Adolescente, tentei fazer de tudo para ser normal, mas não consegui.
    A partir dos 19, passei a ter certeza de que tinha um problema psìquico, uma doença, uma sindrome... Aos 22 fui pela primeira vez numa psicòloga. Aos 24 passei a tomar sertralina. Mas mesmo com remédio, havia sempre essa sensação de que existe algo, uma razão pra eu ser como sou, e continuava buscando explicação...
    Aos 29 anos vim morar na França. No inìcio, tudo foi muito bom. Quase achei que estava curada. Mas depois de 2 anos, comecei a me aborrecer também com a vida aqui. Fui trabalhar num lugar onde o ambiente era péssimo, com pessoas maldosas, falsidade... Em 1 mês de trabalho, não conseguia mais suportar as pessoas. E quando tentava conversar com amigos ou pessoas da famìlia, tudo o que ouvia é que é assim mesmo, que sou muito exigente, que nunca estou contente. Desesperei. Voltei a tomar sertralina e comecei a buscar explicação pra essa inadaptação em tudo que é lugar.
    Assim, um dia fui numa livraria ver se encontrava algum livro interessante. Dei de cara com dois livros expostos “Inteligente demais para ser feliz? Adulto superdotado” e “Adulto superdotado: aprender a fazer simples quando se é complicado”.
    Me deu uma coisa, um gelo interno, um clic. Ao mesmo tempo, deu uma vergonha de imaginar ser inteligente... Peguei os dois livro, misturei entre outros livros, pois não queria que ninguém me visse e achasse que eu era uma prepotente de me imaginar talvez superdotada... ;p
    E foi assim que descobri. Me sentei num canto da livraria e comecei a ler os livros. E mais eu lia, mais o coração apertava e as làgrimas rolavam. Foi como, finalmente, encontrar uma explicação para o que eu era. Por outro lado, era confuso pensar em superdotação, pois sempre achei que tinha menos habilidades que os outros e não mais.
    Comprando esses dois livros e outros que encontrei sobre o assunto. Li tudo o que achei na internet: sites, blogs, foruns... Inìcio desse ano fui numa especialista que acredita que eu seja sim superdotada. Disse que posso fazer os testes para confirmar se quiser.
    Nesses 2 anos, tenho mudado minha maneira de ver e viver as coisas. Jà não tento mais “fazer parte” para ser como todo mundo. Hoje sei que sou realmente diferente. Entendo pq as vezes as pessoas não me entendem, pq me sentia tão cansada e esgotada de conviver socialmente, pq tinha a impressão de sentir o que os outros sentiam... Mas não é fàcil. Eh como se, até aqui, eu tivesse pego um caminho que não era o meu e que agora tenha que percorrer o meu verdadeiro caminho. Chego no meio do caminho, não tenho muitos pontos de referências, tudo é diferente do que estava acostumada e a bùssula às vezes me confunde...
    Apesar disso, me sinto contente de ter chegado onde estou hoje, melhor assim que seguir errando num caminho que não me levaria nunca onde devo chegar.
    Bom, fico por aqui. Desculpe pelo tamanho do texto.
    Abraço grande e tudo de bom,

    Andorinha.

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    1. Me identifiquei com você também, rs. Provavelmente vou chorar ao ler esses livros que já estou louca para comprar.

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  10. Eu havia escrito um texto grande. Mas esqueci de enviar. Meu diagnóstico foi tardio, infelizmente! Hoje tenho 24 dei conta, objetivamente, de que tinha altas habilidade depois dos 20.

    Com 16 anos no terceiro ano do ensino médio entrei em depressão pois era tão desajustado e já estava tão frustrado com o sistema educacional. Eu tinha uma noção de que era inteligente. Mas a prova real disso só veio na faculdade quando comecei a devorar complexos livros de filosofia. Me fez muito bem, me sentia vivo, ativo e produtivo; porém, meu orientador me subestimou e me humilhou. Desenvolvi pânico por causa disso!

    Depois de um tempo encontrei um professor reconheceu a situação e me deu suporte. Eu tinha (tenho) uma muito baixa. Ao mesmo tempo que tenho altas habilidade, eu tenho baixo rendimento por razões emocionais!

    Ultimamente tenho aprendido a lidar melhor com isso. A normatização da educação causa danos à aqueles precisam de uma educação especializada. Se tivesse a cabeça que tenho hoje, teria adiantado a conclusão do ensino médio.

    Raphael.

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  11. Flávia, primeiro parabéns! Muito obrigado! Sua iniciativa é muito importante: sua experiência possibilita a tantos outros um conhecimento que permite não se ver "perdido", isolado.
    Faz dias, na verdade, que conheço seu blog. Só hoje tive atitude de responder.
    Minha história é meio comprida, mas, em resumo, tenho sofrido demais lidando com a questão das Altas Habilidades.
    Creio que me enquadro nessa situação. É sempre constrangedor falar nisso: sempre soa presunção. Muitas vezes, tenho que ser quem não sou, falar diferente por causa de outras pessoas. É a questão da socialização.
    Desde criança, destacava - me sobremaneira na escola, inclusive "ganhando" um ano letivo. Foi no período da universidade, porém, que o problema (problema?) se revelou e os efeitos de algo não atendido se revelaram devastadores: vida acadêmica atrasada, problema familiar pelo fato, título de irresponsável, piada entre universitários, descrença em mim, início de depressão.
    Tenho trabalhos publicados, material produzido para estudo.
    Busquei n instituições e pessoas. Frustração.
    Desculpe - me. No presente, não estou com muitas condições de falar mais. São lembranças dolorosas.
    Agradeço a atenção. Muito boa sorte a todos.

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  12. Olá,
    Feliz 2014!!!

    Desculpa por postar aqui esse convite distinto do tema do post, não precisa publicar.

    Quer colaborar com a proposta para elaborarmos o evento "" O que é ser um perfil Asperger,TDAH e/ou Superdotado/ Altas habilidades? Quais as diferenças? "" ??

    Público alvo desse evento os médicos (psiquiatras, pediatras, neurologistas,outros),estudantes, psicólogos, formadores de opinião, professores, pedagogos, políticos, gestores de universidades e escolas. E aberto a sociedade em geral.

    Estimativa de público: 200 participantes presenciais e 50 participantes virtuais

    Quando? Se possível até maio de 2014,antes da Copa do Mundo e antes das eleições.

    Por que um evento com esse tema e pluri áreas ?

    Dialogar e trocar informações e experiencias, iniciar um processo de intercâmbio com diferentes conhecimentos é incrível e necessário para evoluirmos, temos muito a descobrir em conjunto.

    Onde? Local a definir

    Quer ou conhece quem queira colaborar de algum modo?

    Mais no grupo do face Atitudes, Políticas e Altas Habilidades / Superdotação! www.facebook.com/groups/212777802191738/

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  13. Flávia, sou um leitor recente e oculto do seu blog.

    ... e estou pra te dizer que ter encontrado isso daqui foi um marco na minha vida.

    Você gosta de cookies amanteigados Kopenhagen? Pois devo te mandar uma caixa como mínima forma de agradecimento. Sério.

    Enfim... tenho visto que já há algum tempo que você não faz nenhum post novo. Não sei se você usa alguma dessas redes sociais... no entanto, se sim, vou deixar meu Facebook. Seria ótimo conversar contigo.

    Obrigado.

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  14. Este comentário foi removido pelo autor.

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  15. Olá.
    Tenho uma questão: me submeti a uma avaliação pra Mensa há alguns meses por mera curiosidade. Não fui admitido, mas, como parece que fiquei com um resultado muito próximo à faixa de corte, farei a avaliação novamente daqui a poucos dias. Não me dou mérito algum de ser "superdotado" e nada disso, e também não me considero um, apesar das diferenças cognitivas gigantescas que eu percebo entre mim e as pessoas à minha volta ( sem querer parecer arrogante com isso). A minha dúvida é se a admissão numa sociedade como essa seria ao menos um pequeno indício de a pessoa ser portadora de altas habilidades ou não traz nenhum fator novo a considerar. Queria pelo menos levantar uma suspeita.

    Anônimo 123

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  16. Sou apenas uma adolescente,descobri já faz um tempo,sabe sempre fui estranha e diferente das outras crianças. Não fui diagnosticada,fiquei curiosa em saber quais eram as características de pessoas superdotadas e lendo me identifiquei muito,tipo fiquei surpresa e feliz. O mais engraçado é que quando tinha 13 anos era o queria ser,achava que a superdotação iria mudar minha vida de alguma forma,mas pelo que vejo... Não mudou quase nada.

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  17. Flávia, este blog tem me ajudado muito em minha descoberta pessoal. Postei no Medium um artigo sobre como tudo aconteceu: “2015: O ano em que descobri a mim mesmo” https://medium.com/@paulorobertosilva_10883/2015-o-ano-em-que-descobri-a-mim-mesmo-fdfcb1532b78

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