sexta-feira, 7 de maio de 2010

Contribuição

Ei Bárbara, agradeço seu comentário e o fato de você estar acompanhando o Blog, espero que esteja gostando.

A Bárbara deixou o link de uma pesquisa que ela fez sobre a superdotação na fase adulta, eu ainda não li, mas com certeza vou ler.

http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2933

É algum tipo de coincidência bizarra ou as pessoas do Rio Grande do Sul são as que parecem ter o maior nível de interesse e conhecimento quanto a superdotação. A dissertação da Bárbara é do RS, e a Tese de doutorado que eu havia citado em outro post da Dra. Susana Pérez também é do RS. E muitas associações e escolas para superdotados estão mais presentes no Rio Grande do Sul. (E nos estados da região Sul em geral) Mistério interessante.

Então, está um pouco difícil de escrever no Blog porque minhas crises de Cefaléia em Salvas voltaram. Para quem não conhece (e provavelmente ninguém conhece porque é uma doença bem obscura, lucky me), a Cefaléia em Salvas (CS) é uma 'dor de cabeça', mas não tem nada a ver com a dor de cabeça comum, nem com a enxaqueca. Sim, porque toda vez que eu falo que tive crise de dor de cabeça as pessoas viram e falam 'Ah, eu também tenho enxaqueca'. CS não é enxaqueca, a dor é na cabeça, mas as similaridaades param por aí. Quem tem enxaqueca tem fotofobia, não aguenta sons, e tem que ficar quieto. Com a CS eu fico enlouquecida, quando a crise vem parece que tem alguém enfiando uma faca repetidamente do lado direito da minha face, alguém tentando tirar meu olho com um espeto quente, eu fico andando para lá e para cá, na maioria das vezes gritando e batendo com a cabeça na parede. É super agradável...

Eu não tinha essa merda desde 2006, e agora ela resolveu fazer um retorno triunfal. Eu assisti o novo A Hora do Pesadelo (o do Freddy Kruger, sabe? I have a thing for Wes Cravens), e decidi apelidar minha dor de Freddy. Porque quando eu durmo a dor me acorda de uma vez. Então o negócio é que eu tenho medo de dormir, senão Freddy vai vir esfaquear minha cabeça. É complicado tentar explicar essa dor para outras pessoas, porque a maioria acha que é só tomar um comprimido e deitar que tudo vai se resolver. Não vai. Durante as crises eu tenho que tomar uma injeção de sumatriptano, colocar uma máscara de oxigênio, e quando estou no hospital, até morfina entra no jogo. Um médico especialista no Freddy falou que a comparação da dor e a de a amputação de um membro sem anestésico. Como eu disse, super agradável.

Mas cheeega de tragédia... Vou fazer o post terminando o texto do Heylighen agora, bjs

2 comentários:

  1. Bárbara Martins12 de maio de 2010 22:46

    É Flávia, realmente nos sul temos grande interesse no tema das altas habilidades/superdotação. E isso tem alavancado boas discussões até então, ainda bem.
    Espero que melhore da cefaléia! Se cuida.
    abraços,
    Bárbara

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  2. Oi Flávia

    Muito, muito grato pelo blog!!! Menos gente sozinha pelas tuas palavras :)

    Então, duas vezes tive essas dores, a primeira, foi lá pela sexta série e durou uns 3 ou 4 dias, ia e vinha, com acessos que duravam até meia hora, e a segunda no ano retrasado, umas duas ou três vezes por dia durante uma semana, mas também mais curtos. Não sabia que isso tinha nome (dão nome prá tudo... devia imaginar), mas sei que dói prákct, demais mesmo. Adorei a descrição de arrancar o olho. É como eu descrevia!

    Pois olhe, adorei também as postagens sobre as superdotações, os comentários sobre o Maslow e sobre o Belga de nome difícil. Me encaixo numa daquelas categorias (sem teste de QI porque não acredito em todos os contos). E, tirando a "avidez pela leitura", posso dizer que faço parte de todos os outros %'s. Não é que não gosto de ler... é que cansei, acho :P


    Pois então, sempre fui meio mal na escola porque questionava o que os professores diziam que era para a gente questionar, aí eles ficavam putos e me ferravam nas provas discursivas, com avaliações mais subjetivas (autocráticas).
    Agora tou terminando doutorado em agroecologia na Espanha (fiz o caminho tb... a Ruta de la Plata, de Córdoba a Santiago). Antes, fiz técnico em publicidade, comecei 4 faculdades e terminei 1: filosofia; depois mestrado em agroecossistemas na Ufsc, que depois de aprovarem minha dissertação boicotaram o título por um motivo desconhecido para mim e para a justiça federal.
    Aliás, lembrei! Acabo de começar matemática aqui na Ufsc, mas já tou pensando em desistir por causa dos professores. Um cara há umas 3 semanas me disse: Daniel, você está terminando doutorado... você não tem mais a ingenuidade necessária para aguentar a ignorância arrogante dos professores de graduação. E putz, tradução brilhante ele fez do que sentia.

    Ai... meu comentário ficou extensíssimo.

    Adorei o blog!!! Já está adicionado nos favoritos :)

    Buen Camino!

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